- Alibaba proibiu funcionários de usar o Claude Code, ferramenta de codificação da Anthropic, no trabalho.
- A medida vem após a Anthropic afirmar que houve um ataque de destilação por parte da Alibaba para treinar um modelo menos capaz com base no Claude.
- Funcionários foram orientados a usar a plataforma própria da Alibaba, chamada Qoder, para codificação.
- O Claude Code é popular entre programadores na China, mesmo com restrições de acesso impostas pela Anthropic a usuários chineses.
- Alibaba e Anthropic não responderam imediatamente a pedidos de comentário; a empresa chinesa não se pronunciou publicamente sobre as acusações.
O Alibaba proibiu seus funcionários de usar o Claude Code, ferramenta de codificação da Anthropic, no ambiente de trabalho. A medida foi adotada após a Anthropic alegar que a Alibaba utilizava técnica de destilação para extrair capacidades de seu modelo de IA Claude. A proibição envolve restrição de acesso a uma ferramenta popular entre programadores chineses.
Segundo fontes familiarizadas com o assunto, a orientação interna do Alibaba orienta o uso de uma plataforma própria de codificação da empresa, chamada Qoder. A mudança ocorre em meio a uma disputa entre as duas empresas sobre supostas práticas de compartilhamento de conhecimento de IA e proteção de propriedade intelectual.
A Anthropic afirmou recentemente ter sido alvo de um suposto ataque de destilação por parte do Alibaba, que teria treinado um modelo menos capaz com base nos resultados de um modelo mais avançado. A empresa descreveu a destilação como forma de acelerar o desenvolvimento de capacidades similares às do Mythos Preview.
Os recursos do Claude Code teriam apresentado mecanismos de inspeção de ambientes dos usuários, incluindo informações como fuso horário e proxy, com marcadores sutis inseridos em mensagens enviadas aos servidores da Anthropic. Em resposta, a Anthropic disse que o recurso era um experimento lançado em março para impedir uso indevido por revendedores e proteger contra destilação.
Funcionários ouvidos pela reportagem destacam que as restrições impostas pela Anthropic à China enfrentam dificuldades de aplicação a usuários que podem operar servidores nos EUA, dificultando a verificação de origens do tráfego. Ainda assim, as partes dizem estar atentas a riscos legais e de compliance enquanto seguem com as medidas.
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