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Caracas vive entre normalidade e vidas arruinadas por terremotos

Caracas convive com normalidade aparente, enquanto milhares de desalojados vivem em parques e crianças órfãs aguardam reunificação familiar

Desalojados pelos terremotos no Parque del Este, em Caracas, na Venezuela
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  • Caracas opera com normalidade em muitos setores, com transporte, comércio e internet funcionando.
  • Milhares de desalojados vivem em parques da capital, incluindo cerca de 2.000 pessoas no Parque del Este, entre elas 300 crianças e adolescentes.
  • Na região de La Guaira houve maior devastação, com milhares de mortos e dezenas de milhares de desaparecidos; o total nacional de mortes confirmadas chega a 2.645.
  • Crianças órfãs e desaparecidas são acolhidas em abrigos; há cartazes de busca fixados em Caracas no “Muro da Esperança” para tentar localizar familiares.
  • ONU estima mais de 50 mil desabrigados no país; já foram registradas mais de 800 réplicas, e não há prazo para retorno à normalidade.

Caracas vive uma realidade segmentada após os terremotos que atingiram a Venezuela no dia 24. A cidade parece normal em muitos setores, com comércio, transporte e internet funcionando, mas milhares de pessoas ficaram desabrigadas, útilmente instaladas em parques da capital.

Ao redor de 2.000 pessoas moravam no Parque del Este nesta sexta-feira, entre elas 300 crianças e adolescentes. Barracas recebem doações de comida, roupas e atendimento de saúde. Uma clínica móvel oferece serviços, incluindo oftalmologia para quem perdeu os óculos nos sismos.

Desalojados e atendimento

Entre os desalojados há relatos de famílias que perderam casas inteiras. Kimberlly Paiva, 19 anos, descreve a queda da residência na região de El Junquito e a dificuldade de identificar quando retornar. As equipes locais conduzem os atendimentos, com dados cadastrais em mãos.

Os bairros de Los Palos Grandes e Altamira, em Chacao, foram as áreas mais atingidas na capital. Três edifícios desabaram. Autoridades locais registram ao menos 62 mortes na região, com 28 resgatadas com vida.

Desfechos nacionais e cenários de ajuda

Globais de ajuda internacional atuam principalmente em La Guaira, região mais devastada. Em Caracas, equipes locais lideram as operações de resgate e distribuição de aidas. O conjunto nacional aponta 2.645 mortos, conforme atualização mais recente.

Cartazes com fotos de desaparecidos são afixados em parques e vias da cidade, exibindo nomes, datas e contatos. Familiares buscam informações no que ficou conhecido como o “Muro da Esperança”; até o momento, ninguém agregado aos cartazes foi localizado.

Infâncias e abrigo temporário

Cerca de 300 crianças e adolescentes permanecem entre os desalojados na capital. Oficiais não confirmam ainda quantos menores ficaram órfãos ou estão sob custódia estatal. Casas de acolhimento infantis trabalham para abrigar esses jovens, enquanto persiste a incerteza sobre a reunificação familiar.

As autoridades seguem sem estabelecer uma data para o retorno à normalidade em Caracas. O rigor na contabilização de danos e o planejamento de abrigos permanentes permanecem como próximos passos da gestão local e nacional. O impacto psicológico da catastrophe também preocupa especialistas, sem prazo definido para sanar.

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