- Uma cópia extremamente rara da Declaração de Independência dos EUA foi encontrada em Londres, nos Arquivos Nacionais do Reino Unido, antes catalogada como apenas “outro documento”.
- É a 11ª cópia sobrevivente das chamadas Declarações de Exeter e a primeira localizada fora dos Estados Unidos.
- O achado ocorreu em maio, quando o voluntário Michael Scurr examinou arquivos do século XVIII.
- A cópia foi impressa em Exeter, New Hampshire, em meados de julho de 1776, próximo ao período da adoção da Declaração pelo Congresso em quatro de julho de mil setecentos e setenta e seis.
- O exemplar chegou aos Arquivos Nacionais após ter sido apreendido com o navio Dalton, comando de Eleazer Johnson, capturado pela Marinha Real britânica em vinte e quatro de dezembro de mil setecentos e setenta e seis, perto da costa de Portugal; é a única cópia conhecida apreendida em ação militar.
Uma cópia extremamente rara da Declaração de Independência dos Estados Unidos foi encontrada em Londres, em arquivos apreendidos após a captura de um navio corsário americano em 1776. O achado acontece enquanto os EUA celebram 250 anos de independência.
A documentação está catalogada entre itens do século XVIII como apenas outro documento, até que, em maio, um voluntário dos Arquivos Nacionais do Reino Unido iniciou uma leitura mais atenta. O material foi reconhecido como um exemplar da Declaração, conhecido por inserir no texto a expressão sobre vida, liberdade e busca da felicidade.
A descoberta foi anunciada na sexta-feira, um dia antes das comemorações britânicas em torno do aniversário dos 250 anos. O evento ressalta a relação histórica entre os dois países no periodo da Guerra de Independência.
Origem e importância histórica
A cópia em Londres foi impressa em Exeter, estado de New Hampshire, por volta de julho de 1776. Ela é a 11ª cópia sobrevivente das chamadas Declarações de Exeter e a primeira localizada fora dos Estados Unidos.
O exemplar pertenceu a Eleazer Johnson, capitão do navio Dalton, que o obteve alguns meses após a Declaração, ainda em 1776, antes de seguir para uma missão visando capturar embarcações britânicas. O Dalton foi capturado pela Marinha Real britânica em 24 de dezembro de 1776, na costa de Portugal, e levado com seu conteúdo a Plymouth.
Contexto de preservação
Segundo os Arquivos Nacionais, a peça encontrada é a única cópia conhecida da Declaração apreendida em uma ação militar. A preservação foi possível graças ao rigor burocrático da marinha britânica da época, que exigia a entrega de documentos encontrados em navios capturados para o acesso aos prêmios de apreensão.
Graham Moore, curador dos Arquivos Nacionais, ressalta que o processo burocrático da guerra oferece um contexto histórico particularmente rico, o que facilita compreender as circunstâncias de várias cópias remanescentes da declaração. Michael Scurr, voluntário que identificou o documento, enfatiza a emoção de manusear um item tão significativo durante um marco histórico.
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