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Delcy Rodríguez defende resposta do governo aos terremotos na Venezuela

Delcy Rodríguez defende a resposta do governo após críticas, enquanto voluntários relatam atraso na entrega de alimentos e suprimentos médicos em La Guaira

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, discursa durante uma coletiva de imprensa sobre a resposta do governo aos terremotos consecutivos em Caracas, Venezuela, na quinta-feira, 2 de julho de 2026 — Foto: AP/Pedro Mattey
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  • Delcy Rodríguez contesta críticas à resposta do governo aos terremotos de La Guaira, que deixaram mais de 2.000 mortos desde 24 de junho, com magnitudes 7,2 e 7,5.
  • Voluntários e civis afirmam que a assistência chegou com atraso e houve falha na entrega de alimentos, itens médicos e no uso de maquinário pesado.
  • A presidente interina informou que, de imediato, foram mobilizados 4.000 agentes, subindo para 14.000 no dia seguinte e chegando a 19.000; foi decretado estado de emergência.
  • A resposta tem sido liderada por civis, com apoio de organizações internacionais; há presença de hospital de campanha da Marinha do Brasil e centros improvisados de atendimento, incluindo um McDonald’s convertido em centro de saúde.
  • O FMI e o Banco Mundial oferecem auxílio; a Venezuela prepara um fundo de reconstrução de 200 milhões de dólares; a ONU menciona aquisição de 10 mil sacos para cadáveres; o governo diz que o número de mortos é 2.595.

A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, defendeu a resposta do governo aos terremotos que atingiram o país, minimizando críticas sobre demora. Ela sustentou que a atuação foi imediata após o abalo de magnitude 7,2 e 7,5, que ocorreu em 24 de junho, principalmente em La Guaira.

Rodríguez informou que o governo mobilizou, de início, 4 mil agentes, elevando o efetivo para 19 mil. Também afirmou ter decretado estado de emergência para acionar protocolos de resposta. A fala ocorreu durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira.

A presidente acentuou que a administração está coordenando ações com autoridades militares e de segurança, além de manter equipes civis no terreno. Ela mencionou visitas a crianças hospitalizadas e o envio de ajuda humanitária para as áreas mais afetadas.

Controvérsias e desdobramentos

Voluntários afirmam que a resposta tem sido lenta e inadequada, com atraso na entrega de alimentos e suprimentos médicos e falta de maquinário para retirada de escombros. Civis de várias profissões ajudam nos resgates em La Guaira.

Testemunhas relatam que a atuação é, em grande parte, liderada por civis, com apoio ocasional de bombeiros, Defesa Civil e equipes estrangeiras de resgate. Soldados patrulham vias, porém a participação civil predomina nos trabalhos de campo.

Apenas parte da população recebeu água e itens básicos nos primeiros dias, com hospitais de campanha e abrigos improvisados surgindo em locais como o estado Vargas. Uma unidade da Marinha do Brasil começou a atender pacientes em instalações temporárias.

Outras informações indicam que o FMI e o Banco Mundial ofereceram linhas de crédito para reconstrução. O governo planeja criar um fundo de 200 milhões de dólares, com auditoria para contratação de empresas de reconstrução.

As autoridades também enfrentam críticas sobre supostos abusos de agentes de segurança em escombros. A polícia científica afastou quatro peritos por suposta apropriação de bens encontrados.

Soma de danos e ações humanitárias

As autoridades elevam o número de mortos a 2.595. Sobre desaparecidos, não há um censo oficial, mas listas não oficiais variam bastante. Organizações internacionais acompanham o esforço de resgate e apoio às vítimas.

Hospitais de campanha, uma unidade médica montada pela Marinha e um centro de atendimento no antigo McDonald’s de La Guaira ilustram as tentativas de reorganizar o atendimento. Voluntários continuam a manter abrigos e sistemas de registro.

Resgates seguem com equipes internacionais atuando ao lado de equipes venezuelanas. Relatos de resgate humano e de animais trazem sinais de esperança para famílias à procura de parentes desaparecidos.

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