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EUA alertaram Irã sobre risco de Israel tentar matar negociadores, afirma jornal

Washington alertou o Irã sobre possível ataque de Israel a Abbas Araghchi e Mohammad Bagher Ghalibaf durante negociações de paz, com risco de nova escalada

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, seguido pelo Ministro das Relações Exteriores iraquiano, Fuad Hussein, chega para uma coletiva de imprensa após uma reunião em Bagdá em 28 de junho de 2026.
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  • Autoridades dos EUA temiam que Israel tentasse matar Abbas Araghchi e Mohammad Bagher Ghalibaf, dois dos principais negociadores iranianos, durante as negociações de paz com Teerã.
  • As preocupações estavam relacionadas à fase mais intensa da guerra; após o início do cessar-fogo, Washington avaliou que qualquer ataque inviabilizaria o processo e poderia provocar nova escalada.
  • O governo americano pediu a países da região que alertassem o Irã sobre o risco de ofensivas contra os dois líderes.
  • O gabinete do primeiro-ministro israelense negou planos de ataque e classificou a reportagem como fake news.
  • Em Doha, Irã e Estados Unidos encerraram nova rodada de negociações indiretas sem progresso, com foco no fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz e no descongelamento de fundos iranianos.

Dois principais negociadores iranianos teriam sido alvo de riscos, segundo o New York Times. Autoridades americanas desconfiavam que Israel pudesse tentar assassiná-los durante as negociações de paz com Teerã. O foco eram Abbas Araghchi e Mohammad Bagher Ghalibaf.

As informações indicam que o governo dos EUA avaliou o risco como significativo na fase mais aguda do conflito, mas percebeu que um ataque poderia atrapalhar o processo diplomático e provocar nova escalada. Pedia, ainda, que países da região alertassem o Irã sobre os riscos.

Isoladamente, o Irã tomava medidas para aumentar a segurança de sua delegação em viagens, em meio a suspeitas de atentados. Em abril, caças paquistaneses fretaram voos de ida e volta entre Islamabad e Teerã para a visita de Ghalibaf.

Desdobramentos das negociações

A reportagem também destaca que, na época, Washington e Teerã conduziam rodadas indiretas em Doha, com mediação do Qatar, sem progresso claro. O principal tema era o fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz e o descongelamento de fundos iranianos mantidos no exterior.

O governo israelense, por sua vez, negou planos de ataque aos negociadores iranianos, após a publicação do relatório. O gabinete de Benjamin Netanyahu classificou a notícia como fake news, sem confirmar qualquer operação.

Durante a semana em Doha, as delegações se reuniram separadamente com mediadores cataris e paquistaneses para discutir temas já acordados provisoriamente, buscando avançar o entendimento sobre o acordo de cessar-fogo.

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