- A falta de diesel dificulta resgates após os terremotos na Venezuela, com escavadeiras e guindastes parando em La Guaira.
- As máquinas ficaram sem combustível desde ontem, 1º de julho, atrasando a remoção de escombros e buscas por familiares.
- A Petróleos de Venezuela (PDVSA) determinou que a refinaria de Puerto La Cruz aumentasse a produção de diesel para abastecer as operações de resgate e a entrega de ajuda humanitária.
- Muitas estradas em La Guaira continuam danificadas ou bloqueadas e o serviço de telefonia celular está limitado, dificultando a distribuição de combustível.
- Especialistas destacam que o diesel é fundamental para o funcionamento de geradores, veículos de resgate, bombas de água e outras infraestruturas de resposta a desastres.
Falta de diesel dificulta resgates após terremotos na Venezuela. Escavadeiras e guindastes pararam de operar em La Guaira, uma das áreas mais atingidas, prejudicando o esforço de remoção de escombros após o sismo da semana passada. A crise de combustível atrasou ações de resgate e entrega de ajuda.
Ariana Requena, cuja mãe e irmão seguem soterrados no Roca Park, afirma que as máquinas ficaram sem combustível desde o dia anterior. O desabamento do edifício residencial aumentou a urgência de deslocar entulhos e localizar sobreviventes.
Com a interrupção, equipes de resgate ficaram limitadas a áreas próximas, já que o acesso a zonas devastadas enfrenta estradas danificadas e bloqueios. O serviço de celular também está comprometido, dificultando a coordenação entre equipes.
A PDVSA autorizou que a refinaria de Puerto La Cruz aumentasse a produção de diesel em três dias após o terremoto para abastecer máquinas, caminhões e equipamentos de apoio. A medida busca manter os trabalhos de resgate em ritmo mais estável.
Especialistas ressaltam que o diesel é essencial não apenas para resgate, mas para todo o sistema de resposta a desastres. Em meio ao cenário, críticas aparecem sobre a deterioração do abastecimento, refletindo anos de desafios no setor de energia venezuelano.
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