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Funeral do aiatolá quatro meses após morte de Ali Khamenei mostra força no Irã

Funeral de Ali Khamenei atrai vinte milhões de pessoas, sinalizando a continuidade do regime frente aos ataques e ao isolamento regional

Retratos de Ali Khamenei estão por toda a parte em Teerã. (03/06/2026)
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  • O Irã realiza o funeral de Ali Khamenei, morto há 126 dias em ataques israelenses e norte-americanos, com o caixão chegando a Teerã para cerimônias de velório no complexos Grande Mosalla, de 4 a 6 de junho, com expectativa de até 20 milhões de participantes.
  • Um acampamento com mais de 400 barracas do Crescente Vermelho Iraniano foi montado perto do local e as filas para abrir os portões começavam já nesta sexta-feira.
  • Ao lado do caixão, estão expostos também os caixões de familiares mortos no início da guerra; homenagens públicas incluem cânticos religiosos e retratos do líder por toda a cidade.
  • O cortejo seguirá de Teerã para Qom, depois para o Iraque (Najaf e Karbala) e, por fim, Mashhad, onde Khamenei será sepultado em 9 de julho, próximo ao Santuário do Imam Reza.
  • A cerimônia conta com a presença de líderes de cerca de 30 países; dezenas de autoridades iranianas participaram de homenagens, enquanto não houve convite a líderes europeus.

O Irã dá continuidade aos ritos fúnebres do aiatolá Ali Khamenei, morto há quatro meses durante ataques ocorridos no marco da guerra contra a República Islâmica. O caixão chegou hoje ao complexo Grande Mosalla, em Teerã, onde começam as cerimônias de velório.

A cerimônia, organizada após o cessar-fogo com Washington, terá duração de três dias e deve reunir até 20 milhões de pessoas, segundo autoridades iranianas. A abertura das portas do complexo ocorrerá amanhã, às 6h, para a entrada dos fiéis.

Nas ruas de Teerã, retratos do líder e faixas de apoio dominam a paisagem. Barracas do Crescente Vermelho foram montadas para acolher parentes e peregrinos, enquanto autoridades reforçam a segurança para o fluxo de visitantes.

Cenário de luto e segurança

Centenas de concentrações surgem pela capital, com bandeiras do Irã e da Guarda Revolucionária entrelaçadas por apoiadores. O aeroporto de Teerã registrou restrições, com fechamento parcial nesta sexta-feira e previsão de fechamento total no feriado de segunda.

O cortejo prossegue para as cidades sagradas xiitas de Qom, Najaf e Karbala, antes de Mashhad, onde o corpo será sepultado em 9 de julho, próximo ao Santuário do Imam Reza.

Desdobramentos políticos

Além do luto, há leitura política sobre a passagem de poder. O governo não confirmou aparições de Mojtaba Khamenei, apontado como possível sucessor, mas autoridades indicam que ele administra assuntos de Estado.

Acompanhando o ato, líderes de cerca de 30 países devem comparecer, entre eles ex-presidentes e chefes de governo. A presença de representantes estrangeiros enfatiza o papel do funeral como demonstração de resiliência do regime.

Contexto e impactos regionais

Durante as homenagens, a divulgação de danos provocados pelos ataques israelenses e norte-americanos é parte do discurso oficial. O Irã reforça que permanece firme diante dos ataques, destacando a continuidade de suas estruturas de poder.

As cerimônias também servem para sinalizar à população e ao mundo a continuidade do funcionamento do Estado, apesar da perda do líder supremo. O Cerimonial segue com atividades ao longo dos próximos dias.

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