- Em primeiro de julho de 2026, forças de segurança em Teerã prenderam Houman Jowkar, Sepideh Kashani e a irmã dela, Sima Kashani, durante uma operação na residência, com apreensão de dispositivos eletrônicos.
- Jowkar e Sepideh, casados, são especialistas na chita asiática (Acinonyx jubatus venaticus); foram presos previamente em 2018 sob acusação de espionagem, ligadas ao suposto uso de armadilhas fotográficas, e foram libertados em abril de 2024 após seis anos de prisão.
- A subespécie de chita é tida como extremamente rara, com menos de trinta indivíduos no mundo, segundo fontes científicas.
- A organização conservacionista Wildlife Conservation Society expressou profunda preocupação e pediu que autoridades esclareçam o status legal e o paradeiro dos três.
- Não houve confirmação oficial sobre os motivos da detenção de Sima Kashani; a família enfrenta questões médicas descritas pela irmã Sepideh.
Os agentes de segurança do Irã prenderam em Teerã, no dia 1º de julho de 2026, os conservacionistas de vida silvestre Houman Jowkar e Sepideh Kashani, além da irmã de Sepideh, Sima Kashani. A operação incluiu a apreensão de dispositivos eletrônicos na residência do casal.
Jowkar e Sepideh são casados e especialistas no guepardo asiático, espécie criticamente ameaçada. Em 2018, eles já haviam sido detidos sob a acusação de espionagem relacionada ao uso de armadilhas fotográficas.
Segundo o advogado do trio, Hojjat Kermani, agentes confiscaremam equipamentos durante a operação de abordagem. Os três foram encaminhados à custódia, sem ainda terem o motivo oficial divulgado pelas autoridades.
A organização Wildlife Conservation Society (WCS) manifestou profunda preocupação e pediu esclarecimentos sobre o status legal e o paradeiro dos três conservacionistas. A entidade ressaltou o trabalho deles com a população remanescente do guepardo árabe.
Historicamente, Jowkar e Sepideh haviam feito parte da antiga Persian Wildlife Heritage Foundation, grupo que atuava no Irã e foi alvo de uma grande onda de prisões em 2018, sob acusações de espionagem com base em atividades de monitoramento de vida selvagem.
A detenção ocorre em meio a um histórico de repressões que impactaram a conservação e a colaboração científica no Irã, conforme reportagens anteriores. O destino dos apoios médicos da irmã de Sepideh, Sima Kashani, também não foi informado pelas autoridades.
Analistas dizem que o caso levanta dúvidas sobre o tratamento de pesquisadores naquele país. Organizações internacionais seguem monitorando a situação e cobrando transparência das autoridades iranianas.
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