- Ipsos realizou uma série de pesquisas em 2026 para entender como os americanos enxergam o país às vésperas do 250º aniversário da Independência.
- Jovens americanos duvidam dos símbolos principais do país, enquanto há consenso entre gerações em outros aspectos.
- Embora haja consenso sobre o sonho americano, os mais jovens são mais críticos em relação ao contrato social e aos caminhos para alcançá-lo.
- Figuras históricas como George Washington e Abraham Lincoln são reconhecidas como importantes pela maioria, mas o valor dessas referências é maior entre os mais velhos.
- Existem divisões profundas sobre a democracia atual, envolvendo funcionamento, papel do presidente e freios e contrapesos, além de imprensa, Justiça e Congresso, o que enfraquece a ideia de um bem comum.
Ao longo de 2026, a Ipsos realizou pesquisas para entender como os americanos veem o país às vésperas dos 250 anos de Independência. A ideia foi medir percepções sobre a nação, além da política do momento. Clifford Young, presidente da Ipsos nos EUA, comentou ao WW sobre a dúvida entre os mais jovens em relação aos símbolos nacionais.
Os dados indicam consenso em torno de alguns pontos, mas revelam divergências entre gerações. Segundo Young, a definição do que é a América e o que significa ser americano aparece de forma mais clara entre as pessoas mais velhas. Para os jovens, há questionamentos sobre símbolos e narrativas.
Há acordo sobre o sonho americano, a ideia de que as futuras gerações terão vida melhor que a anterior. A diferença surge na avaliação do contrato social e dos caminhos para alcançar esse sonho, com os jovens mais críticos do que as gerações anteriores.
Relator destaque da análise indica que símbolos históricos, como George Washington e Abraham Lincoln, são vistos como importantes pela maioria, mas com intensidade maior entre os mais velhos. Ainda há consenso sobre o que a nação representa, nem tudo é igual entre as gerações.
Divisões sobre a democracia
O analista Lourival Sant’Anna, da CNN, aponta que o país historicamente viu a democracia como um projeto comum. Hoje, verifica-se uma dissidência mais profunda sobre o funcionamento do sistema, o papel do presidente e os freios e contrapesos.
Sant’Anna também observa desassossegos com a imprensa, a Justiça e o Congresso, o que enfraquece a ideia de um projeto nacional compartilhado. A avaliação é de que o bem comum está menos consolidado do que no passado.
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