- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou Keiko Fujimori pela vitória nas eleições presidenciais do Peru e desejou sucesso na condução do mandato, em publicação no X.
- O resultado oficial foi divulgado nesta sexta-feira, com diferença apertada: Keiko venceu com 50,135% dos votos, ante 49,865% de Roberto Sánchez.
- Sánchez questiona o resultado e recorreu à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH); há manifestações e contestações em curso.
- Keiko deve assumir o cargo em 28 de julho, com mandato de cinco anos.
- O Peru enfrenta instabilidade política há anos; Keiko é filha de Alberto Fujimori, que governou o país de 1990 a 2000, e o legado do regime é tema recorrente na política peruana.
Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou Keiko Fujimori pela vitória nas eleições presidenciais do Peru, anunciada oficialmente nesta sexta-feira. O gesto ocorre pouco após a contabilidade final dos votos do segundo turno, disputado em 7 de junho.
Lula publicou a mensagem em X, destacando o desejo de êxito de Keiko e a atuação para unir o povo peruano em torno de um projeto de desenvolvimento. O presidente brasileiro também afirmou que o Brasil está disposto a colaborar por uma América do Sul mais próspera e integrada.
A vitória de Keiko Fujimori é contestada pelo adversário de esquerda, Roberto Sánchez, que recorreu à CIDH para questionar resultados. A proclamação ocorreu apenas nesta sexta, com margem apertada: 50,135% contra 49,865% para Sánchez.
Contexto da eleição peruana
O segundo turno só foi proclamado após dias de indefinição, devido à pequena diferença de votos e à judicialização da contagem, incluindo votação no exterior. Sánchez pediu a anulação de milhares de votos, enquanto Keiko já havia enfrentado disputas similares em 2021.
Keiko deve tomar posse em 28 de julho, para um mandato de cinco anos. O Peru vive instável há anos, com oito chefes de governo desde 2016. O legado de seu pai, Alberto Fujimori, permanece influente na política do país.
Cenário regional e impactos
Com a eleição de Keiko e de Abelardo de la Espriella, na Colômbia, o Brasil observa uma mudança de compasso na região, mantendo diálogo com governos de direita. O país tem visto maior isolamento com o eixo latino-americano à esquerda.
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