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María Corina diz que retorno estabilizaria Venezuela após terremotos

María Corina Machado diz que seu retorno estabilizaria a Venezuela após os terremotos; critica o regime e classifica o país como estado falido

María Corina Machado, líder da oposição na Venezuela, durante entrevista coletiva no Panamá
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  • María Corina Machado, exilada, afirmou em videoconferência que seu retorno estabilizaria a Venezuela após os terremotos gêmeos de 24 de junho, que deixaram milhares de mortos.
  • A opo­sicionista classificou o país como Estado falido e criticou a capacidade do regime de responder à tragédia.
  • Suas declarações refletem críticas de parte da população sobre a atuação das autoridades nas buscas e resgates.
  • O governo dos Estados Unidos disse que não é momento para envolver questões políticas sensíveis em meio à crise humanitária; um porta-voz, em anonimato, não citou María Corina.
  • Machado deixou a Venezuela de forma clandestina em dezembro para receber o Prêmio Nobel da Paz na Noruega, e está em videoconferência a partir do Panamá.

María Corina Machado afirmou nesta sexta-feira que seu retorno à Venezuela contribuiria para a estabilização do país após os terremotos gêmeos de 24 de junho, que deixaram milhares de mortos e devastaram várias regiões. Em videoconferência, a líder da oposição classificou o regime como incapaz de responder à tragédia.

A exilada, que deixou a Venezuela clandestinamente no fim de 2025 para receber o Prêmio Nobel da Paz na Noruega, criticou a atuação das autoridades na operação de busca e resgate. Segundo ela, a situação expõe a fragilidade do Estado e a ausência de capacidade para administrar danos.

Machado também mencionou o fechamento do espaço aéreo venezuelano, alegado por ela como obstáculo ao seu retorno, alvo de acusações do regime liderado por Delcy Rodríguez. A líder oposicionista pediu maior organização social após a tragédia.

Reações internacionais

O governo dos Estados Unidos afirmou que não é o momento de tratar de questões políticas sensíveis em meio à crise humanitária, sem mencionar explicitamente María Corina. Um porta-voz anonimo do Departamento de Estado confirmou a AFP que a prioridade é a resposta humanitária.

Segundo autoridades venezuelanas, a tragédia de 24 de junho evidenciou danos estruturais e desafios na gestão de emergências. O tema tem ganhado atenção de parte da população, que descreve a resposta oficial como lenta e insuficiente.

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