- O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, afirmou que a Europa deve se preparar para meses críticos diante de mudanças na guerra entre Rússia e Ucrânia.
- A inteligência dos Estados Unidos informou que o regime de Vladimir Putin pode promover uma provocação armada na Polônia para testar as defesas da Otan.
- Tusk disse que a Polônia se prepara para vários cenários e vai pedir à Otan que trate a proteção da fronteira leste da União Europeia como prioridade estratégica, mesmo sem novos compromissos financeiros com Kiev.
- Antes da cúpula da Otan em Ancara, ele pediu cautela com declarações de apoio financeiro adicional à Ucrânia, ressaltando as responsabilidades da Polônia em relação à fronteira leste da UE.
O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, afirmou nesta sexta-feira, 3, que a Europa precisa se preparar para meses críticos diante das mudanças no conflito entre Rússia e Ucrânia. Ele disse que a situação exige atenção permanente.
Segundo Tusk, relatórios de inteligência aliados indicam que o regime de Vladimir Putin planeja uma provocação armada dentro da Polônia para testar as defesas da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). A ideia seria medir a resposta da aliança diante de uma pressão externa.
O premiê polonês informou que a Polônia está se preparando para vários cenários e citou fontes de inteligência sobre provocação destinada a testar a unidade da OTAN na fronteira leste. Ele ressaltou a necessidade de manter a coordenação com aliados.
Ameaça e prioridades para a fronteira
Tusk afirmou que pedirá à OTAN que trate a proteção da fronteira leste da União Europeia como prioridade estratégica especial, mesmo sem novos compromissos financeiros com a Ucrânia. A declaração ocorreu antes da próxima cúpula da aliança em Ancara.
Antes do encontro, o premier pediu cautela à delegação polonesa quanto a qualquer apoio financeiro adicional à Ucrânia. Ele disse que a responsabilidade de proteger toda a fronteira externa da UE é um objetivo essencial para a Polônia.
O líder polonês reiterou que o país tem responsabilidades importantes na região e que isso deve orientar as decisões estratégicas da aliança diante das mudanças no conflito.
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