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Parlamentares europeus exigem investigação sobre prêmio da FIFA a Trump

Cinquenta eurodeputados pedem à comissão de ética da FIFA que apure atribuição do Prêmio da Paz a Donald Trump por Gianni Infantino

Presidente Donald Trump recebe prêmio do presidente da Fifa, Gianni Infantino
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  • Cinquenta eurodeputados de treze países assinaram uma carta pedindo que a comissão de ética da FIFA investigue a atribuição, em novembro de 2025, de um Prêmio da Paz a Donald Trump pelo presidente da FIFA, Gianni Infantino.
  • A petição foi organizada pela ONG FairSquare, que acusa Infantino de violar o dever de neutralidade previsto no código de ética da FIFA.
  • Os signatários pedem que a FIFA examine as circunstâncias da homenagem, cujos critérios e modalidades não foram divulgados.
  • Em junho, a federação norueguesa de futebol manifestou apoio à petição, tornando-se o único país-membro entre as 211 da FIFA a fazê-lo.
  • A carta ressalta a importância do tema durante a Copa do Mundo de 2026, quando a governança da FIFA está sob escrutínio internacional.

Parlamento Europeu recebe pedido para apurar premiação da FIFA a Donald Trump. Cinquenta eurodeputados de 13 países solicitam que a comissão de ética da FIFA examine as circunstâncias da atribuição, ocorrida em novembro de 2025, de um Prêmio FIFA da Paz ao então presidente dos Estados Unidos. A iniciativa partiu de uma ONG britânica, a FairSquare, que contesta a neutralidade do órgão regulador do futebol.

A carta assinada pelos parlamentares pede celeridade na apuração e aponta dúvidas sobre critérios e procedimentos que levaram à outorga. O grupo liderado por Barry Andrews (Irlanda), Lara Wolters (Países Baixos) e Niels Fuglsang (Dinamarca) ressalta a importância da transparência, principalmente durante a Copa do Mundo de 2026.

Contexto e desdobramentos

Desde junho, a Federação Norueguesa de Futebol já manifestou apoio à petição, tornando-se o único órgão nacional entre as 211 federações filiadas à FIFA a endossar publicamente a demanda. A FairSquare sustenta que a nomeação de Trump violaria o dever de neutralidade previsto no código de ética da FIFA, conforme a leitura da organização.

A ação destaca que os critérios para o prêmio e as condições da homenagem não foram devidamente esclarecidos pela FIFA, gerando críticas sobre governança e responsabilidade. A petição aponta a necessidade de esclarecer o marco ético do reconhecimento e a maneira como eventos esportivos podem se aliar a figuras públicas polêmicas.

Impacto e objetivos

A iniciativa visa fortalecer a percepção de neutralidade política da FIFA, especialmente em um momento em que a instituição tem sido alvo de escrutínio internacional. Os signatários afirmam que uma apuração rigorosa pode reforçar a credibilidade da organização, ao promover transparência e responsabilidade.

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