- A Polícia Federal deflagrou a Operação Exchange, com onze mandados de prisão, dos quais sete já foram cumpridos até a última atualização.
- Entre os presos está Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, alvo de sanções dos EUA na quarta-feira por possível ligação com o PCC.
- Victor Henrique de Oliveira Shimada, empresário e sócio de empresas no Brasil e em Portugal, é procurado pela PF e está foragido; os EUA o qualificam como elo entre o PCC na Flórida e redes internacionais.
- Os EUA afirmam que Shimada e a Victory Trading intermediaram lavagem de mais de US$ 30 milhões, usando criptomoedas para movimentar recursos no Brasil em nome do PCC; ele também é investigado por outros crimes financeiros.
- No Brasil, Shimada aparece em investigações relacionadas ao caso VaideBet, com alegações de movimentação financeira entre empresas ligadas ao Corinthians e operações de lavagem.
A Polícia Federal deflagrou a Operação Exchange, investigação sobre lavagem de dinheiro ligada ao PCC. Ao todo são 11 mandados de prisão, sendo sete cumpridos até o momento. Um alvo é Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, secretária de Shimada, cuja sanção foi anunciada pelos EUA.
Segundo o governo americano, Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Nunes estariam conectados a uma rede internacional de lavagem ligada ao PCC, com atuação na Flórida. A apuração brasileira não afirma que Shimada seja integrante da facção.
Shimada é empresário e sócio de empresa no Brasil e de uma sede europeia, ambas sancionadas pelos EUA. Parte das acusações aponta que ele atuaria como elo entre o PCC na Flórida e traficantes internacionais, com uso de criptomoedas para movimentação de recursos.
Stella Nunes, apontada como parente de Shimada, seria intermediária na coleta de grandes quantias e forneceria serviços logísticos para a rede de lavagem, segundo autoridades dos EUA. Ela não possuía antecedentes criminais até o momento da sanção.
Ao todo, 11 mandados de prisão foram expedidos; sete foram cumpridos, e as pessoas presas serão levadas à sede da PF em São Paulo. Shimada permanece foragido e está entre os procurados pela PF.
No Brasil, Victor Shimada aparece em investigações ligadas ao caso VaideBet, que apura desvios no patrocínio entre Corinthians e a empresa de apostas. As apurações indicam fluxo financeiro envolvendo várias empresas conectadas à Victory Trading.
O Departamento do Tesouro dos EUA classificou o PCC como uma ameaça à segurança nacional e disse que a facção utiliza o sistema financeiro americano para lavar dinheiro. A sanção ocorreu em 1º de julho de 2026.
As ações também citam outras empresas e indivíduos vinculados a Shimada, apontados como integrantes de uma rede internacional de lavagem. O caso envolve movimentações financeiras complexas entre Brasil, EUA e Portugal.
A defesa de Shimada afirmou que não teve acesso aos documentos oficiais e que qualquer conclusão seria precipitada. O advogado ressalta a necessidade de análise cuidadosa dos autos pelas autoridades competentes.
No Brasil, as autoridades locais destacam que as investigações sobre lavagem de dinheiro e possíveis relações com o PCC seguem em andamento. A PF não informou novas diligências neste momento.
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