- O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, disse que o país se prepara para vários cenários diante da ameaça russa e que os próximos meses podem ser críticos.
- Tusk respondeu a relatos de que Moscou planeja uma provocação armada na Polônia para testar a firmeza da Organização do Tratamento do Atlântico Norte (OTAN), com base em informações de inteligência dos EUA.
- Segundo as informações, o plano poderia envolver ataques a infraestrutura polonesa com mísseis ou drones, ou envio de soldados ao território, com o objetivo de pressionar os aliados a suspenderem ajuda à Ucrânia.
- O premiê afirmou que não é para assustar, mas é preciso estar preparado para várias situações, contando com informações de aliados.
- O presidente da Polônia, Karol Nawrocki, deve participar de uma cúpula da OTAN na Turquia na próxima semana; EUA e OTAN devem discutir defesa e continuidade do apoio militar à Ucrânia.
Polônia se prepara para diversos cenários diante de uma possível ameaça russa, com meses futuros considerados críticos. O premiê Donald Tusk afirmou que a Rússia pode intensificar provocação militar para testar a aliança. O objetivo seria pressionar os países da Otan e frear o apoio à Ucrânia.
Tusk disse que as próximas semanas podem ser decisivas, especialmente pela natureza em mudança do conflito. Ele mencionou que preocupações são mais fortes entre os estados do Báltico, citando relatos de inteligência dos EUA.
A imprensa polonesa trouxe informações de fontes próximas ao presidente Karol Nawrocki de que Washington teria emitido alertas sobre a chance de ataque à Polônia. As respostas oficiais dos EUA e do governo americano não foram divulgadas.
Segundo relatos publicados pelo Telegraph, em Londres, o plano atribuído à Rússia envolveria ataques a infraestrutura polonesa, uso de drones ou até envio de tropas para o território aliado. A meta seria pressionar aliados a suspender ajuda à Ucrânia.
Tusk afirmou que não é para assustar a população, mas que medidas estão sendo tomadas para enfrentar várias possibilidades. Ele destacou a cooperação com aliados e o compartilhamento de informações.
A Polícia está monitorando o desenrolar da situação e o desenrolar dos próximos dias é aguardado com especial atenção pelos governos da região. O encontro da Otan em Ankara na próxima semana deverá discutir reforços e apoio à Ucrânia.
Contexto regional
As informações também chegam após declarações anteriores de líderes europeus sobre o aumento dos gastos com defesa e o compromisso com o suporte a Kiev. Autoridades destacam que a Otan está baseada no Artigo 5, que prevê defesa coletiva em caso de ataque.
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