- A Polícia Federal prendeu nesta sexta-feira, 3 de julho, a brasileira Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, alvo de sanções dos Estados Unidos por ligação com o PCC.
- Stella era secretária de Victor Henrique de Oliveira Shimada, também alvo de sanções, e atua na chamada Operação Exchange para localizar os investigados.
- Segundo os EUA, Stella atuou como intermediária na coleta de grandes quantias em dinheiro, fornecendo serviços logísticos para a lavagem de dinheiro da rede ligada ao PCC.
- Além de Stella e Shimada, três empresas brasileiras e uma portuguesa foram alvo de sanções pelo Departamento do Tesouro dos EUA.
- Shimada é apontado como elo entre o PCC na Flórida e traficantes internacionais, com acusações de lavagem de mais de US$ 30 milhões e envolvimento em outros crimes financeiros.
Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, secretária brasileira, foi detida pela Polícia Federal na manhã desta sexta-feira (3). Ela é apontada pelo governo dos EUA como integrante de uma rede internacional de lavagem de dinheiro ligada ao PCC, investigada na Flórida. A prisão ocorre no contexto de sanções impostas pelo Departamento do Tesouro americano.
Ainda segundo as autoridades norte-americanas, Stella atuava como intermediária na coleta de grandes quantias, fornecendo serviços logísticos para a rede de lavagem. Ela é parente de Victor Shimada, que também aparece entre os alvos de sanções e corre atrás de citação pela polícia brasileira na chamada Operação Exchange.
Victor Henrique de Oliveira Shimada é identificado pelos Estados Unidos como elo-chave entre membros do PCC na Flórida e traficantes internacionais. A acusação envolve lavagem de mais de US$ 30 milhões, movimentados com uso de criptomoedas para transferir valores ao Brasil em nome da organização criminosa. Shimada é empresário de atuação diversa no Brasil e no exterior.
No Brasil, Shimada responde a investigações por suspeita de participação em operações de lavagem associadas a casos de patrocínio desviante envolvendo o Corinthians e uma casa de apostas. Além disso, a Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda é citada como empresa ligada às operações, com vínculos a outras firmas investigadas.
As sanções foram anunciadas pelo Departamento do Tesouro dos EUA, que também atingiu três empresas brasileiras e uma empresa portuguesa ligadas ao grupo. O texto oficial classifica o PCC como a maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental e aponta uso do sistema financeiro norte-americano para lavar recursos.
O governo dos EUA informou que Victor Shimada e Stella Stefanie, junto de as empresas envolvidas, integrariam uma rede de lavagem de dinheiro que opera com coleta de grandes somas e movimentação financeira entre Brasil, EUA e outros países. Em janeiro, outras seis pessoas já haviam sido presas no estado da Flórida nessa mesma investigação.
Em nota do Tesouro, o governo americano reiterou a prerrogativa de classificar PCC e CV como organizações terroristas, ampliando possíveis ações externas. A decisão ocorre após o PCC ter sido enquadrado nessa classificação, abrindo espaço para sanções adicionais contra indivíduos e empresas brasileiras.
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