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Trump diz ser ridículo manter apoio dos EUA à Otan antes da cúpula

A menos de uma semana da cúpula, Trump critica a Otan, quase não comparece e só confirma presença sob pressão de Erdogan

O presidente Dinald Trump caminha para embarcar no Air Force One em Bismarck, no estado de Dakota do Norte
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  • O presidente Donald Trump afirmou, na quinta-feira, que é ridículo os Estados Unidos manterem uma relação considerada unilateral com a Otan, poucos dias antes da cúpula em Ancara (7 e 8 deste mês).
  • Trump quase desistiu de ir ao encontro e só confirmou a presença após insistência do presidente turco, Recep Tayyip Erdoğan.
  • Ele acusa aliados da Otan de não apoiarem suficientemente os EUA na guerra contra o Irã, citando restrições europeias ao uso de bases militares americanas.
  • A então percepção é de que Washington quer reduzir sua presença militar na Europa, incluindo retirada de tropas, de um dos dois grupos de porta-aviões e de submarinos designados à aliança.
  • A Otan já havia sido pressionada a destinar pelo menos 5 por cento do produto interno bruto à segurança até 2035; se os membros não cumprirem, os Estados Unidos sinalizam reduzir suas contribuições ao orçamento da aliança.

Donald Trump afirmou nesta quinta-feira que é ridículo os Estados Unidos manterem uma relação considerada unilateral com a Otan, a aliança militar ocidental. O comentário surge às vésperas da cúpula em Ancara, marcada para os dias 7 e 8 de julho, na Turquia, com 32 países-membros. A confirmação da presença de Trump só veio após insistência do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

A fala de Trump coincide com críticas de Washington a aliados europeus por não apoiarem com mais veiculação de bases e apoio na guerra com o Irã. O governo americano defende que a Europa assuma maior protagonismo na defesa, inclusive com redução da presença militar norte-americana na região.

Em mensagem publicada na Truth Social, Trump mostrou um gráfico comparando gastos da Otan, evidenciando o que ele chama de desequilíbrio. A ideia é pressionar os aliados a cumprir metas de financiamento, sob pena de reduzir a contribuição dos EUA ao orçamento da aliança.

Na prática, o discurso do presidente alimenta um debate que já vem de cúpulas anteriores. Em Haia, líderes da Otan concordaram em destinar pelo menos 5% do PIB à segurança até 2035, com 3,5% em gastos estritamente militares. O tema segue sendo alvo de divergências internas na aliança.

Repercussões externas ao bloco ajudam a moldar o cenário. O primeiro-ministro britânico Keir Starmer anunciou plano de investimento militar de cerca de £15 bilhões, mas com um déficit de £4,7 bilhões a ser coberto no orçamento seguinte. Starmer participa de atividades recentes até Ancara, no contexto de sua agenda internacional.

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