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Victor Shimada usou 70 empresas para lavar dinheiro do tráfico

Operação Exchange mira lavagem de dinheiro do tráfico internacional; mais de setenta empresas ligadas a Shimada são investigadas; bloqueio de até R$ 10,4 bilhões

Foto: Pexels / Dólar
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  • A Polícia Federal deflagrou a Operação Exchange, que mira lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas; Victor Shimada é foragido e usa mais de setenta empresas no esquema.
  • O esquema envolve criptoativos, grandes transferências e transporte de valores em espécie, com uma rede de pessoas físicas e jurídicas para ocultação de recursos.
  • Ao todo, foram expedidos onze mandados de prisão temporária, sete já cumpridos, incluindo Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, alvo de sanções dos Estados Unidos.
  • A Justiça bloqueou bens, valores e criptoativos dos investigados, com sequestro estimado em até R$ 10,4 bilhões.
  • Os EUA impõem sanções e bloqueiam ativos de investigados, além de restringir empresas ligadas aos alvos, em ações associadas ao PCC.

Victor Shimada, empresário foragido, é alvo da Operação Exchange deflagrada nesta sexta-feira pela Polícia Federal. A ação investiga lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas por meio de mais de 70 empresas. O esquema é considerado estruturado e com múltiplas frentes.

A PF descreve Shimada como uma espécie de doleiro moderno, com participação em uma rede de empresas usadas para lavar recursos ilícitos. Pelo menos 11 mandados de prisão temporária foram expedidos, sendo sete cumpridos até o momento.

Entre os presos está Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira, que já sofreu sanções dos EUA por ligação com o PCC. Shimada permanece foragido e é procurado pela PF.

Esquema e operações financeiras

A investigação aponta uso de criptoativos, transferências em espécie e operações bancárias de alto valor para movimentar recursos ilícitos. Repasses entre pessoas físicas e jurídicas compõem a rede de ocultação.

A Justiça também bloqueou bens, valores e criptoativos dos investigados, com sequestro que pode chegar a 10,4 bilhões de reais. Além disso, 13 mandados de busca e apreensão foram realizados em SP, Santos, Praia Grande e Santana de Parnaíba.

Sanções internacionais e impactos

O governo dos EUA impôs sanções que bloqueiam automaticamente ativos dos investigados em território norte-americano. Empresas ligadas aos sancionados, mesmo com participação acionária, também podem ter operações bloqueadas.

A defesa de Shimada negou as acusações, alegando falta de acesso aos autos e decisões judiciais. O advogado afirmou que qualquer manifestação será feita depois da análise completa dos autos.

Contexto e ligações investigadas

Shimada é apontado como sócio de empresas no Brasil e em Portugal, classificado pelos EUA como elo-chave entre o PCC na Flórida e traficantes internacionais. O governo americano afirma que ele movimentou mais de US$ 30 milhões com criptomoedas.

No Brasil, ele é investigado em esquemas de lavagem ligados ao caso VaideBet, ligado a irregularidades em patrocínio do Corinthians. A investigação também envolve empresas como Victory Trading, Wave Intermediações e UJ Football Talent.

Conexões e alcance da operação

As apurações indicam uma cadeia financeira com variados intermediários, cruzando pessoas ligadas ao PCC. Apesar das ligações, não há confirmação de que Shimada integre diretamente a organização, apenas fluxos que se conectam a suspeitos citados.

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