- Cerimônias para enterrar Ali Khamenei são realizadas quatro meses após sua morte em ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel, em Teerã, com uma semana de eventos.
- A visitação pública ao caixão começou nesta sexta-feira, com a presença de delegações estrangeiras e autoridades iranianas; o porta-voz dos organizadores informou mais de cinquenta delegações.
- O plano prevê um cortejo em Teerã, seguido de deslocamento do corpo para cidades sagradas xiitas no Iraque, antes do sepultamento em Mashhad, no Irã.
- O regime busca passar a imagem de unidade e estabilidade, embora haja descontentamento interno e desafios de segurança no país.
- Mojtaba Khamenei não tem aparecido em público desde a escolha como líder supremo, e ainda não está claro se participará publicamente das cerimônias.
Quatro meses após a morte do aiatolá Ali Khamenei, o Irã realiza uma semana de cerimônias para enterrar o líder. O objetivo é mostrar estabilidade e unidade diante de pressões externas e interna. O funeral começou com velório na capital Teerã.
Imagens veiculadas pela mídia estatal mostraram autoridades, milícias e líderes religiosos próximos ao caixão, que exibiu a bandeira do país e elementos simbólicos do clero xiita. O evento marca a passagem de uma era, segundo o governo iraniano.
A cerimônia de sexta-feira ocorreu na Grande Mosalla de Teerã, referência para discursos do regime. O caixão permaneceu cercado por familiares que também morreram na mesma tragédia, segundo relatos oficiais.
Paradas de luto tomaram conta da cidade desde a manhã. Faixas pretas e retratos de Khamenei foram fixados em viadutos, com visível mobilização de segurança para as visitas públicas ao túmulo.
Desdobramentos e participação internacional
Mais de 50 delegações oficiais estrangeiras participaram das homenagens, segundo porta-vozes dos organizadores. O ex-presidente russo Dmitry Medvedev deve comparecer à cerimônia de sexta-feira, conforme Kremlin.
A China também envia um legislador sênior, He Wei, para acompanhar as cerimônias, reforçando a parceria econômica entre os dois países. O Irã tem destacado a cooperação com parceiros estratégicos no âmbito regional e global.
Ao longo dos próximos dias, o governo iraniano planeja visitas ao caixão, relatos oficiais indicam uma sequência de eventos com visitas em Teerã e deslocamentos para cidades sagradas xiitas no Iraque, antes do sepultamento final em Mashhad.
A ideia central, segundo autoridades, é promover uma imagem de continuidade e coesão do regime, diante de protestos, tensões regionais e dificuldades econômicas que marcaram os últimos meses.
Entre os cidadãos, a percepção varia. Enquanto alguns veem o funeral como tributo a um líder de longa presença no cenário nacional, outros expressam ceticismo quanto aos custos e à abrangência dos ritos oficiais.
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