- O embaixador de Cuba no Brasil, Víctor Cairo, afirmou que a mortalidade infantil dobrou desde o bloqueio energético dos EUA, passando de 4% para 8%.
- Segundo Cairo, a falta de energia prejudica serviços hospitalares e o abastecimento de alimentos, levando a cirurgias adiadas e médicos com poucos recursos para tratar pacientes.
- Cuba opera com cerca de 35% da capacidade de combustível necessária, sem petróleo suficiente para geração de energia, recorrendo a combustíveis alternativos como carvão.
- O governo cubano afirma que os Estados Unidos tentam impedir doações de alimentos e dificultam a cooperação internacional para apoiar o país.
- Cairo também citou a crise energética agravada desde a prisão do presidente venezuelano Nicolás Maduro e afirmou que, apesar de tratativas com Washington, há pouca expectativa de resultados positivos devido a novas sanções.
A embaixada cubana no Brasil afirma que o bloqueio energético imposto pelos Estados Unidos contribuiu para dobrar a mortalidade infantil na ilha desde janeiro, quando o abastecimento de petróleo começou a ser dificultado. Dados oficiais apontam alta de 4% para 8% nesse período, segundo o embaixador Víctor Cairo.
Cairo afirmou que serviços hospitalares e o abastecimento de alimentos sofrem com a falta de energia elétrica, o que afeta cirurgias e a disponibilidade de remédios. A inflação de dificuldades também impacta crianças com câncer, com queda na taxa de cura de cerca de 85% para 65% em curto prazo.
Cuba opera com apenas 35% da capacidade de combustível necessária, aumentando os apagões. O embaixador destacou que o país depende de petróleo russo, fornecido apenas uma vez nos últimos cinco meses, o que agrava a geração de energia.
Crise energética e impacto social
Além da crise elétrica, Cairo citou dificuldades para receber doações de alimentos, devido a pressões diplomáticas relacionadas a Cuba. O governo cubano está buscando apoio internacional, inclusive com o Programa Mundial de Alimentos, mas segundo ele as tratativas com Washington não avançam.
O embaixador também mencionou que as sanções elevam a necessidade de soluções alternativas, como uso de carvão, e ressaltou que a produção de petróleo local não basta para suprir a demanda interna. A relação com a Venezuela é descrita como de cooperação e solidariedade, apesar das tensões regionais.
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