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Cidade norueguesa por proibir morte desperta curiosidade sobre rival do Brasil

Longyearbyen, na Noruega, não proíbe a morte, mas não oferece infraestrutura para cuidados continuados, levando moradores ao continente

Cidade de Longyearbyen, Svalbard — Foto: R. Henrik Nilsson — CC BY 4.0 — via Wikimedia Commons
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  • Longyearbyen, cidade no arquipélago de Svalbard, ficou associada à ideia de que é proibido morrer devido ao solo permanentemente congelado que impede a decomposição.
  • O cemitério parou de receber novos sepultamentos em 1950; moradores em estado terminal são transferidos para o continente para cuidados.
  • O permafrost conserva corpos e há evidências de vestígios do vírus da gripe espanhola em vítimas enterradas na região.
  • A história ganhou força após uma reportagem da BBC em 2008; o governo local explica que não é proibido morrer, apenas falta infraestrutura para serviços completos de saúde e assistência.
  • Não há maternidade nem cuidados de longa duração na cidade; nascimento e morte não são ilegais, mas não são incentivados, com encaminhamento para hospitais no continente quando necessário.

Longyearbyen, cidade norueguesa no arquipélago de Svalbard, não recebe mais sepultamentos desde 1950. O motivo está ligado ao solo permanentemente congelado, que dificulta a decomposição dos corpos.

Além disso, a cidade não tem infraestrutura para cuidados paliativos ou para parto, obrigando moradores em situação terminal ou grávidas a serem transferidos para o continente.

A decisão sobre enterros acabou gerando um mito: a ideia de que a cidade proíbe a morte. Na prática, não é ilegal morrer lá, mas há limitações estruturais severas.

O mito da morte ilegal

Em 2008, a BBC descreveu Longyearbyen como “a cidade onde é proibido morrer”, apontando a suspensão de enterros há décadas. A história ganhou desmentido recente.

O governo local afirmou que, embora não seja ilegal morrer, a cidade não funciona como um lugar para vida inteira. Serviços de saúde e assistência social são limitados.

Autoridades também explicaram que a maternidade não existe na região; grávidas costumam viajar ao continente para parto em hospital equipado.

Portanto, nascimento e morte não são proibidos, mas não são incentivados pelas condições locais ou pela infraestrutura disponível.

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