- Longyearbyen, cidade no arquipélago de Svalbard, ficou associada à ideia de que é proibido morrer devido ao solo permanentemente congelado que impede a decomposição.
- O cemitério parou de receber novos sepultamentos em 1950; moradores em estado terminal são transferidos para o continente para cuidados.
- O permafrost conserva corpos e há evidências de vestígios do vírus da gripe espanhola em vítimas enterradas na região.
- A história ganhou força após uma reportagem da BBC em 2008; o governo local explica que não é proibido morrer, apenas falta infraestrutura para serviços completos de saúde e assistência.
- Não há maternidade nem cuidados de longa duração na cidade; nascimento e morte não são ilegais, mas não são incentivados, com encaminhamento para hospitais no continente quando necessário.
Longyearbyen, cidade norueguesa no arquipélago de Svalbard, não recebe mais sepultamentos desde 1950. O motivo está ligado ao solo permanentemente congelado, que dificulta a decomposição dos corpos.
Além disso, a cidade não tem infraestrutura para cuidados paliativos ou para parto, obrigando moradores em situação terminal ou grávidas a serem transferidos para o continente.
A decisão sobre enterros acabou gerando um mito: a ideia de que a cidade proíbe a morte. Na prática, não é ilegal morrer lá, mas há limitações estruturais severas.
O mito da morte ilegal
Em 2008, a BBC descreveu Longyearbyen como “a cidade onde é proibido morrer”, apontando a suspensão de enterros há décadas. A história ganhou desmentido recente.
O governo local afirmou que, embora não seja ilegal morrer, a cidade não funciona como um lugar para vida inteira. Serviços de saúde e assistência social são limitados.
Autoridades também explicaram que a maternidade não existe na região; grávidas costumam viajar ao continente para parto em hospital equipado.
Portanto, nascimento e morte não são proibidos, mas não são incentivados pelas condições locais ou pela infraestrutura disponível.
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