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Funeral de Aiatolá Khamenei marca tom de desafio aos EUA

Funeral de Ali Khamenei começa em quatro de julho e mobiliza milhões no Irã, sinal de firmeza diante de EUA e Israel

Autoridades locais e estrangeiras diante de caixões de Khamenei e familiares, na Grande Mosalla - (crédito: Atta Kenare/AFP)
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  • Início da visitação pública ao funeral do aiatolá Ali Khamenei ocorreu em Teerã no dia 4 de julho, Dia da Independência dos Estados Unidos, com caixões expostos na Grande Mosalla.
  • As cerimônias, que devem durar seis dias, devem reunir entre quinze milhões e vinte milhões de pessoas apenas na capital, e o sepultamento está programado para 9 de julho em Mashhad, cidade natal.
  • Ahmad Vahidi, chefe da Guarda Revolucionária, apareceu publicamente diante do caixão e fez um pronunciamento à televisão estatal.
  • O cortejo com o caixão de Khamenei sairá de Teerã no dia 6 de julho e chegará a Qom, antes do enterro em Mashhad.
  • O regime iraniano advertiu inimigos do Irã para evitar erros de cálculo e prometeu retaliação a eventuais agressões externas.

O funeral do aiatolá Ali Khamenei teve início no dia 4 de julho, Dia da Independência dos EUA, com a abertura da visitação pública na Grande Mosalla, em Teerã. Caixões do líder iraniano e de familiares foram expostos pela primeira vez, em uma cerimônia que marca seis dias de despedida.

A cerimônia reúne autoridades iranianas e um número estimado entre 15 milhões e 20 milhões de pessoas apenas na capital. A comoção ocorre após ataques recentes envolvendo EUA e Israel, que motivam uma demonstração de resistência do Irã durante o velório.

Na abertura das homenagens, Ahmad Vahidi, chefe da Guarda Revolucionária, participou da cerimônia em Teerã, diante do caixão. Vahidi é visto como o principal líder militar de facto do regime, sucedido a Hossein Salami e Mohammad Pakpour, mortos em ataques aéreos no início do conflito.

Desdobramentos e deslocamentos do cortejo

Na segunda-feira (6/7), o cortejo com o caixão sai de Teerã e segue para Qom, cidade sagrada para o islamismo. Em 9 de julho, Khamenei será sepultado em Mashhad, sua cidade natal, no nordeste do país.

O regime iraniano indica que o funeral servirá para consolidar a imagem de firmeza diante de pressões externas. Autoridades destacam a participação maciça de iranianos como sinal de apoio à liderança do falecido líder supremo.

Entre as autoridades presentes na Grande Mosalla estavam o presidente do país e o chefe da Câmara dos Deputados, além de membros da equipe de negociações nacionais. É aguardado se Mojtaba Khamenei, filho do aiatolá falecido, assumirá um papel público durante as cerimônias.

Reações e contexto internacional

O Irã também advertiu, em meio às preparaçõe s, que qualquer ação externa seria respondida com retaliação. Observadores veem o funeral como um momento de demonstração de poder, sem indicar uma escalada automática nas tensões com Washington.

Especialistas ouvidos ressaltam que a data de início das cerimônias não aponta necessariamente para um objetivo específico contra os EUA, mas sim para uma ocasião religiosa de grande significado para o país. A cobertura internacional acompanha os desdobramentos do cortejo até o sepultamento.

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