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Funeral de Ali Khamenei em Teerã começa com gritos contra Trump

Funeral de Ali Khamenei começa em Teerã com forte esquema de segurança e mensagens de vingança contra Trump

Mulheres iranianas prestam homenagem e guardam luto pelo falecido líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, durante uma cerimônia de despedida realizada antes de seu funeral na Grande Mesquita de Mosallah, em Teerã, Irã, em 4 de julho de 2026. (Foto: EFE/Abedin Taherkenareh)
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  • O funeral de Ali Khamenei teve início em Teerã, no Grande Mosalla, com grande aparato de segurança e milhares de presentes, quatro meses após a morte causada por bombardeios de Israel e Estados Unidos.
  • O público vestia preto e entoava “Morte aos Estados Unidos” e “Morte a Israel”, além de exibir cartazes que pediam a morte de Donald Trump; bandeiras vermelhas simbolizavam martírio.
  • O cerimônia, marcada para março e adiada por causa da guerra, ocorre em meio a negociações diplomáticas entre Teerã e Washington; autoridades estimam entre quinze e vinte milhões de participantes ao longo de seis dias.
  • O corpo permanece exposto até segunda-feira; depois, o cortejo seguirá para Qom e outras cidades iranianas e no Iraque, incluindo Najaf e Karbala, com o sepultamento previsto para 9 de julho em Mashhad.
  • A presença internacional incluiu líderes de vários países; a ausência confirmada foi a de Mojtaba Khamenei, filho do líder falecido, que não participou publicamente.

O funeral de Ali Khamenei, ex-líder supremo do Irã, começou neste sábado em Teerã, com forte aparato de segurança. Milhares de pessoas lotaram o Grande Mosalla, onde o caixão foi colocado em câmara ardente. O objetivo é prestar homenagens quatro meses após a morte do aiatolá em bombardeios.

Os presentes vestiam preto e carregavam bandeiras vermelhas, símbolo de martírio na tradição xiita. Gritos de hostilidade a Estados Unidos e Israel foram entoados, acompanhados de mensagens pedindo vingança, entre elas ataques a Trump.

As cerimônias, adiadas de março para este mês, ocorrem em meio a negociações entre Teerã e Washington após um cessar-fogo recente. Autoridades estimam participação de 15 a 20 milhões de fiéis ao longo de seis dias de homenagens.

Ao lado do caixão, o turbante preto tradicional acompanha o corpo. Também estão expostos os caixões de familiares mortos no ataque que atingiu Khamenei, entre eles uma filha, um genro, uma nora e uma neta de 14 meses, segundo as autoridades.

O sepultamento está previsto para 9 de julho, em Mashhad, cidade natal do líder. A peregrinação seguirá para Qom, Najaf e Karbala, no Iraque, com paradas em outras cidades iranianas e centros xiitas.

O governo diz que as cerimônias visam fortalecer a unidade nacional diante de tensões internas e do conflito regional. Teerã reforçou a segurança, bloqueou ruas e suspendeu atividades para a organização do evento.

Participação internacional e segurança

Líderes mundiais participaram do cortejo fúnebre, incluindo chefes de governo e presidentes de diversos países. A presença de autoridades regionais e internacionais reforça a dimensão diplomática do momento.

O funeral também contou com a participação de familiares de Hassan Nasrallah, líder do Hezbollah, morto em ataque israelense. O general Ahmad Vahidi apareceu publicamente pela primeira vez desde o início da guerra, assumindo a Guarda Revolucionária após a morte do antecessor.

Contexto histórico

Ali Khamenei governou o Irã por 37 anos, marcados por reforço de tensões com Estados Unidos e Israel, sanções econômicas e protestos internos. A cerimônia ocorre em meio a uma fase de volatilidade regional e de negociações diplomáticas entre Teerã e Washington.

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