- O funeral do líder supremo Ali Khamenei começou em Teerã, na Grand Mosalla, no dia 4 de julho, data marcada pela imprensa iraniana como o 250º aniversário da criação dos Estados Unidos.
- Durante a cerimônia, a multidão no Irã entoou “Morte à América” e “Morte a Israel”, em tom comum desde a Revolução de 1979.
- O principal negociador do Irã alertou a França e ao Reino Unido sobre comentários de patrulhas conjuntas na hidrovia que liga o Golfo Pérsico, ponto de passagem de uma parte significativa do petróleo mundial.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou em discurso paralelo que os iranianos “querem tanto um acordo” e disse ter dado a eles “uma semana de folga para um funeral”.
- Kazem Gharibabadi, o negociador iraniano, criticou uma declaração conjunta de Starmer e Macron sobre patrulhas no Estreito de Ormuz, afirmando que a segurança da região pertence aos estados costeiros e avisando sobre consequências de “aventureirismo”.
Durante a cerimônia em Teerã, multidões se reuniram para prestar homenagens ao falecido Líder Supremo Aiatolá Ali Khamenei, ocorrido em 28 de fevereiro. O funeral teve início no dia 4 de julho, data simbólica para os Estados Unidos, segundo relatos locais. Em meio à tensão entre Irã e potências ocidentais, a passagem de fiéis pela Grande Mosalla do Imam Khomeini ocorreu sem incidentes graves reportados pelas autoridades iranianas até o momento.
A cerimônia ocorreu na capital iraniana e reuniu moradores enlutados, oficiais e representantes religiosos. O ato contou com uma demonstração de apoio ao governo, em meio a críticas externas sobre o peso da liderança e a condução de políticas externas. A presença de uma grande bandeira com mensagens inflamadas chamou a atenção de observadores internacionais.
Alerta diplomático e tom de discurso
Durante o evento, o principal negociador iraniano enviou um alerta a França e ao Reino Unido sobre comentários relacionados a patrulhas conjuntas na hidrovia do Estreito de Ormuz, destacando que a segurança da região depende dos estados costeiros. O porta-voz também enfatizou que aqueles que iniciaram a crise devem arcar com as consequências do que chamou de aventureirismo.
Reações externas e desdobramentos
Em Washington, o presidente Donald Trump fez um discurso simultâneo ao evento, afirmando que os EUA deram uma “folga” de uma semana para o Irã, em tom que refletiu o agravamento da retórica entre as partes. A manifestação nos arredores da cerimônia também mostrava adesão de parte do público a mensagens de contenção contra adversários regionais, incluindo críticas a Israel e aos Estados Unidos.
Contexto regional e declarações oficiais
Na mesma linha, o principal negociador iraniano reiterou críticas a declarações conjuntas do primeiro-ministro britânico e do presidente francês sobre a possibilidade de patrulhas no Estreito de Ormuz. O porta-voz ressaltou que a segurança da rota depende de estados costeiros e destacou que as partes responsáveis pela crise devem responder por suas ações.
Conteúdo adaptado para fins informativos.
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