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Guerra Mundial e independência marcam relação Brasil-EUA, dizem diplomatas

Diplomatas destacam a FEB na Segunda Guerra Mundial e o apoio americano ao golpe de 1964 como marcos que moldaram a relação Brasil–Estados Unidos

Luta dos 'pracinhas' na Itália, durante a 2ª Guerra Mundial, foi descrita por diplomatas como um dos momentos definidores da relação do Brasil com os EUA Fotos: Tereza Sobreira / Ministério da Defesa Foto: ACERVO ESTADÃO
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  • Diplomatas destacam a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial com a Força Expedicionária Brasileira e o financiamento americano para a CSN, além dos Acordos de Washington de 1942 que integraram industrialização brasileira e offensiva militar.
  • Os embaixadores citam o reconhecimento da independência do Brasil pelos Estados Unidos em 1824 como marco histórico, já que abriu caminho para cooperação futura.
  • O apoio americano ao golpe de 1964 e a atuação diplomático-militar durante esse período aparecem entre os momentos relevantes, assim como a elevação da missão brasileira em Washington à categoria de embaixada pelo Barão do Rio Branco.
  • Relações econômicas e institucionais do pós-guerra são lembradas, incluindo a construção da CSN, a cooperação em ciência (Embrapa) e a parceria Pan-Americana.
  • Em relação ao presente, destacam-se mais de US$ 80 bilhões em comércio bilateral anual, o papel dos EUA como principal investidor e as tensões tarifárias que desafiam a relação, que deve se pautar por respeito mútuo e autodeterminação.

A relação entre Brasil e Estados Unidos, marcada pela participação brasileira na Segunda Guerra Mundial e pela defesa de uma industrialização soberana, aparece como o eixo central da história bilateral. Diplomatas brasileiros ouvidos pelo Estadão selecionaram os momentos mais significativos dessa relação de mais de 200 anos.

Entre os eventos destacados, o envolvimento do Brasil na Segunda Guerra Mundial emerge como o mais citado, com a Força Expedicionária Brasileira lutando na Europa contra o nazifascismo. O apoio americano à base de Natal, no RN, também é lembrado como marco de cooperação estratégica entre Brasília e Washington.

O levantamento reuniu 11 especialistas, incluindo ex-chanceleres e ex-embaixadores com atuação destacada nos EUA, além de um acadêmico. Cada um indicou até cinco fatos que, na visão deles, moldaram a relação ao longo do tempo.

Panorama histórico relevante

Os diplomatas ressaltam que Franklin Roosevelt e Getúlio Vargas tiveram papel decisivo, levando o Brasil à guerra e à construção de Volta Redonda. Em 1942, acordos de Washington aumentaram o financiamento americano à indústria nacional, com contrapartidas de matérias-primas para o esforço de guerra.

Reconhecimentos e alianças

Entre 1823 e 1824, os EUA reconheceram a independência brasileira, posição considerada precoce por parte dos participantes. O Barão do Rio Branco é citado pela reforma da política externa, elevando a missão brasileira a embaixada e deslocando o eixo diplomático para Washington.

Golpe de 1964 e intervenções

Diversos diplomatas apontam o apoio americano ao golpe militar de 1964 como momento de alinhamento diplomático inicial, com ajuda econômica ao regime. Também consta a atuação de interesses americanos na crise política de Brasília na década de 1960.

Cooperação econômica e institucional

A cooperação pós guerra inclui a siderurgia de Volta Redonda e o apoio a iniciativas como a Embrapa, além de acordos binacionais e a participação brasileira em instituições multilaterais. Em termos comerciais, o forte intercâmbio permanece, ainda que com desafios tarifários recentes.

Cenário atual e perspectivas

Os diplomatas observam que as relações hoje movem-se por mais de 80 bilhões de dólares em comércio bilateral anual, com os EUA como principal fonte de investimentos. Ao mesmo tempo, destacam a necessidade de respeito mútuo e autodeterminação para manter a parceria estável.

Visões de chanceleres e embaixadores

Entre os relatos, há avaliações sobre a diversidade de fases da relação: de uma parceria marcada por alianças estratégicas a períodos de maior independência. O conjunto de depoimentos aponta que a cooperação deve seguir princípios de cooperação respeitosa e multilateralidade.

Destaques de posições e dilemas

Alguns diplomatas ressaltam episódios recentes de tensão em função de divergências políticas entre governos brasileiros e norte-americanos. Em particular, discutem impactos de políticas tarifárias e a importância de manter canais abertos para evitar rupturas.

Contribuições ao longo do tempo

Os relatos destacam a participação brasileira na ONU e o papel de iniciativas como a Operação Pan-Americana, que ajudou a moldar a cooperação regional. Também é mencionada a influência de figuras históricas na condução da política externa brasileira.

Observação final

O conjunto das falas de 11 diplomatas oferece um retrato multifacetado da relação Brasil–EUA, com ênfase em marcos históricos, cooperação econômica e dilemas contemporâneos. O material completo está disponível no arquivo anexado.

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