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Papa usa Dia da Independência dos EUA para defender imigrantes

O Papa usa o Dia da Independência para lembrar que a imigração molda a identidade e a liberdade americanas, e reforçar apoio a migrantes, em Lampedusa

Papa Leão XIV durante missa na Capela Sistina, em 9 de maio de 2025.
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  • O Papa Leão XIV enviou uma mensagem ao Centro Nacional da Constituição, na Filadélfia, discursando sobre imigração durante as celebrações do 250º aniversário dos EUA.
  • Ele defendeu que os Estados Unidos devem permanecer fiéis aos princípios da Declaração de Independência, destacando que a liberdade do país nasceu do acolhimento a imigrantes.
  • O pontífice disse que o aniversário de 250 anos deve ser um momento para refletir sobre valores como liberdade, justiça e unidade.
  • Em seguida, Leão XIV visitou Lampedusa, sede de um dos símbolos da crise migratória no Mediterrâneo, encontrando migrantes, agentes da guarda costeira e projetores humanitários.
  • Analistas do Vaticano interpretaram a visita como um recado à Casa Branca e uma reafirmação da defesa dos migrantes, linha defendida pelo pontificado de Francisco.

Poucas horas depois de Donald Trump abrir as celebrações do 250º aniversário da independência dos EUA, o Vaticano divulgou uma mensagem que chegou ao Centro Nacional da Constituição, na Filadélfia. O papa Leão XIV destacou a imigração como elemento central da identidade e da libertação americanas. Ele lembrou que os EUA se tornaram referência mundial de liberdade por acolher imigrantes ao longo da história.

O pontífice afirmou que os Estados Unidos devem permanecer fiéis aos princípios da Declaração de Independência. Segundo ele, o aniversário deve ser momento de reflexão sobre valores como liberdade, justiça e unidade. A fala ocorreu em meio ao tom crítico à política migratória do governo americano.

Após a mensagem, Leão XIV seguiu para Lampedusa, ilha italiana que virou símbolo da crise migratória no Mediterrâneo. Lá, encontrou migrantes recém-chegados, agentes da guarda costeira e voluntários de organizações humanitárias. O Papa afirmou que a Igreja caminha ao lado de quem busca proteção.

Analistas do Vaticano interpretaram a visita como recado à Casa Branca e como reforço da defesa aos migrantes, linha associada ao pontificado iniciado por Francisco e mantida por seu sucesor. A locução enfatiza a importância de políticas humanitárias alinhadas a valores de dignidade humana.

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