- Autoridades do Irã, incluindo o presidente Masoud Pezeshkian, o presidente do Parlamento Mohammad Bagher Qalibaf e o comandante da Força Quds, Esmail Qaani, compareceram ao funeral do aiatolá Ali Khamenei em Teerã.
- A cerimônia acontece com milhares de pessoas e ocorre até quinta-feira, 9, em meio a cartazes e cânticos que pedem a morte de Donald Trump e de Binyamin Netanyahu.
- O novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, permanece fora do alcance público, supostamente oculto após ter sido ferido no ataque que matou o pai; Israel fez ameaças a ele.
- A presença pública das autoridades sinaliza maior confiança na segurança do ato, em um momento de tensão entre EUA, Israel e Irã.
- O mestre de cerimônias Mohammad Rasouli conduziu partes do cortejo, com cânticos de hostilidade a Trump e a Israel, que foram aplaudidos pela multidão.
Autoridades do Irã participam de funeral de Ali Khamenei em meio a ameaças a Trump e Netanyahu. O funeral do aiatolá Ali Khamenei, morto em fevereiro em ataque aéreo, seguiu neste domingo em Teerã. A cerimônia reúne autoridades iranianas, familiares e milhares de fiéis, mantendo o luto até a quinta-feira, 9.
O presidente iraniano Masoud Pezeshkian, o presidente do Parlamento Mohammad Bagher Qalibaf e o comandante da Força Quds, Esmail Qaani, estiveram presentes. A presença pública sinaliza continuidade na cerimônia em meio a tensões com os EUA e Israel.
Desdobramentos da cerimônia
A adesão de autoridades ao funeral marca uma mudança em relação a momentos anteriores de alto risco de segurança. Durante o conflito, ataques aéreos atingiram Khamenei e membros de seu entorno, elevando o temor de novos atos de violência.
A multidão em Teerã acompanhou as orações, com cartazes e símbolos que expressaram hostilidade a figuras internacionais. A cerimônia ocorreu na Grande Mesquita Mosalla, sob atenção internacional, com reforço de segurança.
Contexto regional e respostas
No Irã, o novo líder supremo Mojtaba Khamenei permanece fora de público, após ter sido ferido no ataque que matou o pai. O Irã está envolvido em negociações indiretas com os Estados Unidos para encerrar o conflito e tratar de temas como o estreito de Ormuz e o fornecimento global de energia.
Paralelamente, autoridades israelenses e atores regionais acompanharam o desenrolar no Irã. Entidades públicas colocaram mensagens de tom belicoso em murais do entorno, com referências a figuras norte-americanas e israelenses.
Repercussões e percepções
Durante o evento, houve relatos de confrontos verbais entre fiéis e pessoas próximas a figuras internacionais. A cobertura enfatiza o clima de tensão, sem apresentar avaliações políticas.
O funeral atraiu um público maior do que o dia anterior, com enlutados segurando faixas em memória de Khamenei. A cobertura também destacou manifestações de apoio e de condenação em escalas regionais, sem extrapolar para análises subjetivas.
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