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Bangladesh aproxima-se da China mesmo com melhoria nas relações com a Índia

Bangladesh busca investimentos chineses para recompor a economia e reforçar laços com a Índia, com acordos sobre Teesta e zona econômica perto de Mongla como parte do equilíbrio estratégico

Bangladesh Prime Minister Tarique Rahman held talks with Chinese President Xi Jinping during his recent trip to Beijing
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  • O novo governo de Bangladesh busca maior investimento chinês e parceria para reativar a economia, enquanto tenta reequilibrar as relações com a Índia.
  • O primeiro-ministro Tarique Rahman realizou a primeira viagem ao exterior, incluindo China, sinalizando a linha da política externa de Dhaka.
  • A visita a China é vista como mais significativa do que a de Malásia, com acordos sobre a gestão do rio Teesta e o desenvolvimento de uma zona econômica especial perto do porto de Mongla.
  • As relações com a Índia estavam tensas desde a destituição de Hasina, em 2024, mas há esforços para reajustar os laços, com o comércio bilateral em torno de £13 bilhões no ano anterior.
  • A China é atualmente o maior fornecedor de defesa de Bangladesh, respondendo por mais de 70% das importações militares, e Dhaka deve destacar o Corridor China-Myanmar-Bangladesh, além de dívida superior a $6 bilhões com Beijing.

Bangladesh busca ampliar investimentos chineses para reanimar a economia, mantendo ao mesmo tempo esforços de readequação com a Índia. A nova gestão quer parcerias estratégicas ao lado de Dhaka, diante de uma trajetória econômica fragilizada.

O primeiro-ministro Tarique Rahman realizou viagens oficiais a Malaysia e China no mês passado, sinalizando a direção da política externa de Bangladesh. A visita a Beijing é vista como mais significativa.

Analistas apontam que o itinerário reflete a recalibração de prioridades estratégicas de Dhaka. Enquanto a Índia continua importante, o foco em China sugere busca por apoio econômico e tecnológico.

Contatos bilaterais e acordos relevantes

Entre os acordos, Rahman pediu ajuda chinesa para a gestão do Rio Teesta e houve um acordo para desenvolver uma zona econômica especial perto do porto de Mongla. Tais temas chamam atenção em Delhi.

As escolhas de Dhaka ocorrem em meio a tensões diplomáticas com a Índia, marcadas pela deposição de Hasina em 2024 e pela instauração de um governo interino. Verificam-se esforços para reestabelecer relações.

Em conversas, o ex-secretário de Relações Exteriores da Índia afirmou que há relaxamento nas tensões e retorno gradual de atividades econômicas transfronteiriças, além da emissão de vistos de turistas.

Contexto regional e balanço comercial

Serviços de ônibus entre Índia e Bangladesh voltaram a operar parcialmente entre Calcutá-Dhaka e Dhaka-Agartala, após 18 meses. Ações de cooperação econômica vêm sendo retomadas.

Durante a crise no Oriente Médio, a Índia forneceu combustível de emergência via oleoduto Friendship Pipeline para Bangladesh, ampliando a cooperação humanitária.

Horizonte diplomático

O novo enviado indiano a Dhaka, Dinesh Trivedi, assumiu o posto com status de ministro, sinalizando a tentativa de reequilibrar as relações bilaterais. O comércio bilateral ficou próximo de £13 bilhões no ano anterior, com saldo favorável à Índia.

A participação de Pequim no Teesta é vista como sensível para a Índia, que questiona a influência chinesa perto de áreas estratégicamente importantes. Bangladesh afirma que China atua com cooperação e sem visar terceiros.

Perspectivas

Especialistas destacam que Bangladesh depende de recursos e know-how chinês para projetos de grande escala. Pekim diz que a cooperação não foca terceiros e deve permanecer neutra. A missão de Rahman busca manter Dhaka como polo estratégico entre potências.

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