- Terremoto devastador atingiu a Venezuela em 24 de julho, sendo o maior abalo registrado no país em mais de um século, com epicentro em La Guaira, a cerca de quarenta minutos de Caracas.
- Uma força-tarefa internacional mobilizou cerca de sessenta equipes de vinte e oito países na região, usando cães farejadores, sensores de presença e microfones ultrassensíveis.
- A missão humanitária brasileira, chefiada pelo capixaba Armin Braun, buscava por um jovem chamado Santiago; após horas de escavação, os sinais de vida cessaram.
- Um vigilante, Hernán Gil, foi resgatado com vida após oito dias soterrado; a operação durou setenta e duas horas e envolveu mais de cem resgatistas.
- A Marinha do Brasil montou um hospital de campanha na beira-mar de La Guaira, com leitos, centro cirúrgico e UTIs; a média de atendimentos ficou em cerca de cento e vinte por dia.
O terremoto de magnitude histórica atingiu a Venezuela na manhã de 24 de julho, com epicentro em La Guaira, cidade costeira próximo a Caracas. O tremor causou desabamentos em bairros de diferentes classes sociais, deixando áreas inteiras inabitáveis.
Equipes internacionais trabalham no resgate de vítimas soterradas na região. Cerca de 60 equipes de 28 países atuam com cães farejadores, sensores e microfones para detectar sinais de vida entre escombros.
A missão humanitária brasileira, chefiada pelo capixaba Armin Braun, concentrou esforços na tentativa de encontrar Santiago, cuja residência desabou. Horas depois, os sinais de vida cessaram, encerrando a operação nesse caso.
Avanço e mudança de cenário
Caso isolado de sobrevivência despertou atenção global: um homem foi resgatado após oito dias sob os escombros, em operação que durou 72 horas com apoio de mais de 100 resgatistas. Outros relatos indicam dificuldades de acesso a famílias que buscam notícias.
Moradores de Caracas recorrem a La Guaira diariamente em busca de parentes. Duas crianças de oito e nove anos estavam entre os desaparecidos em um edifício de dez andares que colapsou totalmente, sem sobreviventes confirmados até o momento.
Estrutura de apoio e resposta brasileira
Sobreviventes encontraram abrigos temporários montados em campos de futebol, com apoio de agências da ONU, que oferecem alimentação, logística e atendimento básico. A Marinha do Brasil instalou um hospital de campanha na orla de La Guaira, cinco dias após o terremoto, com UTIs, centro cirúrgico e setores especializados.
A equipe médica brasileira observa mudanças no perfil de atendimentos, com pacientes chegando com feridas infectadas devido à dificuldade de cuidados médicos prévia. A média de atendimento diário no hospital de campanha é de cerca de 120 pacientes.
O chefe da missão brasileira destacou a abertura de uma nova fase da operação, com foco na remoção de cadáveres e na ampliação de cuidados sanitários para evitar surtos.
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