- Milhares de pessoas protestaram em Tirana contra o projeto hoteleiro ligado à filha de Donald Trump, Ivanka, e ao marido Jared Kushner, em uma área protegida na costa da Albânia.
- O empreendimento é avaliado em US$ 4,6 bilhões e fica próximo a uma reserva natural e a uma lagoa importante para aves migratórias.
- O movimento ganhou o nome Revolução dos Flamingos, em referência às aves que visitam a reserva natural onde fica o projeto.
- Os manifestantes pedem transparência e a renúncia do primeiro-ministro Edi Rama, contestando suposta falta de clareza sobre o negócio.
- Houve confrontos com a polícia na última semana, com uso de bombas de gás lacrimogêneo e jatos d’água; cerca de 15 agentes ficaram feridos e 25 manifestantes foram detidos.
Dezenas de milhares de pessoas participaram neste sábado, 4 de julho, de um protesto em Tirana contra o projeto turístico ligado à família Trump. A manifestação ocorreu na capital da Albânia, em uma área natural protegida da costa, onde está prevista a construção de um hotel de luxo ligado a Ivanka Trump e Jared Kushner. O objetivo dos manifestantes é impedir o empreendimento, que avaliam em 4,6 bilhões de dólares.
O movimento, que já completa 35 protestos sobre o tema, ganhou o título Revolução dos Flamingos, em referência às aves que migram para a reserva natural afetada pelo projeto. Os participantes afirmam que a obra representa risco ambiental e ameaça a lagoa importante para aves migratórias. Também pedem transparência no processo.
Segundo os organizadores, a obra pode comprometer a reserva natural e a lagoa próxima, elementos centrais para a biodiversidade local. A mobilização inclui críticas à suposta falta de clareza nos trâmites legais e contratuais do projeto, além de exigir responsabilidade pública.
A oposição ao empreendimento tornou-se um tema recorrente em Tirana. Na última quinta-feira, a polícia utilizou bombas de gás lacrimogêneo e jatos d’água para conter manifestantes que tentavam chegar à sede do Parlamento. Em confrontos, cerca de 15 agentes ficaram feridos e 25 manifestantes foram detidos.
Contexto e desdobramentos indicam que as manifestações devem continuar nos próximos dias, a depender das ações oficiais e da resposta a pedidos de transparência. Autoridades não confirmaram detalhes sobre possível suspensão ou andamento do projeto.
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