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Mortes por terremotos na Venezuela sobem para 3.342; interino nega convulsão

Balanço oficial aponta 3.342 mortos e mais de 16,7 mil feridos por terremotos na Venezuela; presidente interina nega convulsão social e destaca solidariedade do povo

Equipes de resgate trabalham no local de um complexo de edifícios que desabou após os terremotos de 24 de junho, em La Guaira, Venezuela — Foto: REUTERS/Ricardo Arduengo
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  • O número de mortos pelos terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho subiu para 3.342, com mais de 16.700 feridos, conforme balanço divulgado neste domingo pela AFP.
  • A presidente interina Delcy Rodríguez afirmou que não haverá convulsão social e que o país responderá à tragédia com solidariedade social.
  • A declaração foi feita durante as celebrações do Dia da Independência no Forte Tiuna, em Caracas.
  • Rodríguez assumiu a presidência interinamente após a captura de Nicolás Maduro no início deste ano, em operação conduzida pelos Estados Unidos.
  • Moradores das áreas mais atingidas criticaram a resposta das autoridades e cobraram maior agilidade no atendimento às vítimas.

O número de mortos nos terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho subiu para 3.342, segundo balanço divulgado neste domingo (5) pela agência de notícias AFP, com mais de 16.700 feridos. Os novos dados atualizam o total de vítimas após o incidente sísmico que afetou várias regiões do país.

O governo não detalhou causas ou impactos específicos por região, mas manteve o tom de que a resposta está em curso. O Ministério das Comunicações havia informado, no dia anterior, 2.954 mortes e 16.592 feridos; os números atuais mostram aumento significativo.

Delcy Rodríguez, presidente interina, descartou a possibilidade de convulsão social no país em decorrência da tragédia. Em pronunciamento durante as celebrações do Dia da Independência no Forte Tiuna, em Caracas, ela ressaltou a adoção de uma solidariedade social profunda.

Balanço oficial e resposta do governo

Moradores das áreas mais afetadas criticaram a agilidade do atendimento e a atuação das autoridades, afirmando que houve atraso na distribuição de ajuda e no acesso a serviços básicos. Relatos à AFP mencionaram dificuldades de deslocamento e comunicações precárias em regiões atingidas.

Segundo fontes oficiais, a Venezuela continua mobilizando recursos para apoio a vítimas e reconstrução de infraestrutura. A administração ressalta que as ações priorizam atendimento médico, abrigos e assistência humanitária às comunidades mais vulneráveis.

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