- Netanyahu planeja visitar Washington já na próxima segunda-feira (6) para se encontrar com o presidente Donald Trump.
- Os dois vão discutir o Irã e um novo acordo de segurança entre Israel e os Estados Unidos.
- O acordo atual de ajuda militar é de US$ 3,8 bilhões por ano e expira em 2028.
- A normalização das relações entre Israel e a Arábia Saudita também está na pauta.
- Os líderes conversaram por telefone na sexta-feira (3) e concordaram em agendar uma reunião; Trump afirmou à Axios que Netanyahu “sabe quem é o chefe”.
Benjamin Netanyahu planeja visitar Washington para encontros com o presidente Donald Trump na próxima segunda-feira, 6 de julho. A reunião está prevista para ocorrer em solo americano, com o objetivo de discutir questões estratégicas entre os dois países e a stabilização regional.
Segundo a fonte, o tema principal será o Irã e a possível assinatura de um novo acordo de segurança entre Israel e os Estados Unidos. O atual acordo de cooperação de defesa prevê cerca de US$ 3,8 bilhões por ano e vence em 2028.
A pauta também aborda a normalização das relações entre Israel e a Arábia Saudita. A prioridade, conforme a fonte, é avançar nesse processo, embora haja condições ligadas à viabilidade de um Estado palestino para os sauditas.
Contexto de reunião e contexto regional
Os dois líderes não se encontravam pessoalmente desde o período anterior ao conflito envolvendo o Irã. Eles conversaram por telefone na noite de sexta-feira e sinalizaram disposição para um encontro futuro.
Em entrevista à Axios, Trump afirmou publicamente que Netanyahu conhece quem manda, reforçando a disposição de manter interlocuções diretas. A fala reforça o tom de alinhamento entre as partes em temas de segurança regional.
A CNN reportou, anteriormente, que Netanyahu buscava uma reunião urgente com Trump devido à tensão sobre negociações com o Irã e o cessar-fogo com o Hezbollah no Líbano. O gabinete de Netanyahu negou a notícia à época.
Perspectivas e desdobramentos
Analistas ressaltam que o encontro pode consolidar um novo marco de cooperação entre Israel e EUA, com foco em defesa e inteligência. Também há expectativa de avanços nas negociações com a Arábia Saudita, condicionados a avanços no processo palestino.
A agenda pode incluir discussões sobre estratégias para conter a influência regional do Irã e sobre mecanismos de cooperação militar entre as duas nações. Detalhes sobre eventuais acordos não foram confirmados oficialmente.
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