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Padre busca reconciliação após excomunhão da FSSPX

Padre Georg Kopf aposta na reconciliação, mesmo após a excomunhão da Fraternidade Sacerdotal São Pio X pela ordenação de bispos sem mandato papal

Cerimônia na qual quatro bispos foram consagrados pela Sociedade Sacerdotal São Pio X (FSSPX) em Écône, na Suíça, nesta quarta-feira (1º) (Foto: CYRIL ZINGARO/EFE/EPA)
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  • Em 1º de julho de 2026, a Fraternidade ordenou quatro novos bispos na Suíça sem a autorização do Papa, o que gerou excomunhão automática e risco de cisma.
  • O padre Georg Kopf acredita que a reconciliação pode ocorrer no futuro, mencionando Bento XVI como exemplo de abertura de portas à volta à comunhão.
  • A Fraternidade Sacerdotal São Pio X, criada em 1970 por Marcel Lefebvre, é grupo tradicionalista contrário a mudanças do Concílio Vaticano II; tem sede na Suíça e atuação no Brasil.
  • As consequências da excomunhão incluem: para bispos consagrados, excomunhão imediata; para padres, possível retorno via pedido ao Papa, profissão de fé e período de avaliação de até três anos; fiéis leigos terão tratamento individual.
  • A relação com papas anteriores incluiu excomunhão do fundador em 1988 por João Paulo II, tentativa de aproximação com Bento XVI em 2009 e gestos de misericórdia de Francisco, não impedindo a nova ordenação ilegal de 2026.

A crise entre a Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX) e o Vaticano atingiu seu ápice em 1º de julho de 2026, quando a FSSPX ordenou quatro novos bispos na Suíça sem autorização do Papa Leão XIV. Sagrar bispos sem mandato papal é considerado ato de rebeldia canônica, acendendo o risco de cisma na Igreja.

A excomunhão automática dos envolvidos é rubricada pelo Direito Canônico. O episódio marca o rompimento institucional entre o grupo tradicionalista e a Santa Sé, alterando a relação com a hierarquia romana e a comunidade fiel ao rito romano.

Padre Georg Kopf aponta caminho de reconciliação

Durante uma missa em Wil, na Suíça, o padre Georg Kopf afirmou acreditar na possibilidade de futuras portas abertas por um novo Papa. Ele citou Bento XVI como exemplo, quando suspendeu excomunhões em 2009, e ressaltou que as ordenações teriam sido por fidelidade à tradição e pela salvação das almas, não para criar uma igreja paralela.

O que é a FSSPX

Fundada em 1970 por Marcel Lefebvre, a FSSPX é um grupo católico tradicionalista com sede na Suíça. Eles são contrários a mudanças promovidas pelo Concílio Vaticano II, como o diálogo entre confissões e o uso da missa em língua vernácula. A presença da Fraternidade se estende a diversos países, incluindo o Brasil.

Consequências para fiéis e clero

Para os bispos consagrados, a excomunhão é imediata. Os padres que desejarem retornar à plena comunhão devem seguir um processo com pedido ao Papa, profissão de fé e um período de avaliação de até três anos. Já para os fiéis, as punições variam conforme cada caso analisado pela Santa Sé.

Relação com os papas recentes

A história envolve altos e baixos com a Igreja. Em 1988, João Paulo II excomungou o fundador e os bispos. Em 2009, Bento XVI amenizou as sanções para buscar aproximação. Sob Francisco, houve gestos de misericórdia, aprovando confissões e casamentos; a nova ordenação de bispos em 2026 encerrou essas tentativas.

Conteúdo apurado pela equipe da Gazeta do Povo. Para aprofundar, leia a reportagem completa.

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