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Padre da FSSPX após excomunhão diz esperar ser acolhido por outro papa

Padre da FSSPX diz que, após excomunhão, espera ser acolhido pela Igreja por meio de um eventual novo papa

Cerimônia na qual quatro bispos foram consagrados pela Sociedade Sacerdotal São Pio X (FSSPX) em Écône, na Suíça, nesta quarta-feira (1º) (Foto: CYRIL ZINGARO/EFE/EPA)
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  • O Vaticano excomungou a Fraternidade Sacerdotal São Pio X após a consagração de quatro bispos sem mandato, em Ecône, Suíça.
  • O padre Georg Kopf, da FSSPX, afirmou durante missa em Wil, na Suíça, que espera que a comunidade seja acolhida pela Igreja Católica por meio de um futuro pontífice.
  • Kopf disse não haver intenção de criar igreja paralela nem romper com Roma; afirmou que as ordens foram realizadas por fidelidade à Igreja.
  • O Vaticano explicou que há um caminho para a reintegração: pedido formal de remissão da excomunhão ao papa, profissão de fé e um período probatório de até três anos.
  • Bento XVI suspendeu a excomunhão em 2009; Francisco avançou em aproximação com a FSSPX, mas a crise se intensificou após as novas ordens episcopais.

Após a excomunhão da Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX) pelo Vaticano, um de seus sacerdotes afirmou esperar acolhimento da Igreja Católica por meio de um futuro pontífice. A declaração foi feita durante uma missa em Wil, no nordeste da Suíça.

Georg Kopf, sacerdote da FSSPX, disse que a comunidade não busca romper com Roma. Ele afirmou que as ordenações realizadas pela fraternidade foram feitas por fidelidade à Igreja e ao papa, para cuidar da salvação das almas.

A crise teve início na terça-feira, quando a FSSPX consagrou quatro novos bispos em Ecône, na Suíça. O Vaticano classificou o ato como cisma, impondo excomunhão automática aos bispos envolvidos.

Contexto: o que levou à ruptura

O Vaticano confirmou a excomunhão e informou que havia tentado evitar a ruptura. O papa Leão XIV fez apelo para desistência da cerimônia, ressaltando que o ato privaria os fiéis da recepção lícita dos sacramentos.

O Dicastério para a Doutrina da Fé divulgou orientações para facilitar o retorno de sacerdotes da FSSPX à plena comunhão. O processo envolve pedido formal de remissão, profissão de fé e período probatório de até três anos.

Para fiéis leigos, a Santa Sé disse que penalidades não são automáticas e dependem de avaliação individual. O histórico da FSSPX envolve resistências às reformas do Concílio Vaticano II e divergências sobreclesições litúrgicas.

A FSSPX na prática e no histórico

Fundada em 1970, a FSSPX teve liderança de Marcel Lefebvre e manteve missa em latim, rejeitando mudanças promovidas pela Igreja. Em 1988, Lefebvre consagrou quatro bispos, gerando excomunhão do fundador e dos consagrados.

Bento XVI retirou a excomunhão em 2009, mas afirmou que a fraternidade seguia sem status canônico. Em 2015, Francisco reconheceu confissões da FSSPX e, posteriormente, ampliou permissões. Em 2017, houve autorização para que bispos diocesanos testemunhassem casamentos sob certas condições.

O Vaticano manteve posição de que a relação com a FSSPX não está consolidada, mesmo com concessões anteriores, e reiterou que o caminho de reconciliação continua aberto a partir de uma decretação formal.

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