- Em Tirana, Albânia, dezenas de milhares de pessoas participaram do maior protesto já registrado contra o projeto hoteleiro ligado à família Trump, o 35º ato consecutivo desde o fim de maio.
- O empreendimento é ligado a Ivanka Trump e Jared Kushner e fica em uma reserva natural na costa albanesa.
- Os manifestantes afirmam que o hotel, avaliado em US$ 4,6 bilhões, ameaça uma lagoa importante para aves migratórias.
- Além da oposição ao projeto, há pedidos de renúncia do primeiro-ministro Edi Rama por suposta falta de transparência.
- Na véspera, a polícia usou bombas de gás lacrimogêneo e jatos d’água contra manifestantes que tentavam chegar ao Parlamento; houve confrontos e detidos.
Na manhã de sábado, dezenas de milhares de pessoas se reuniram em Tirana, no maior ato de protesto já registrado contra um hotel de luxo ligado à família Trump. O movimento ocorre na costa da Albânia, em uma área protegida, desde o fim de maio.
O protesto desta vez marcou a 35ª manifestação consecutiva contra o projeto, avaliado em 4,6 bilhões de dólares. Os participantes contestam a construção em uma reserva natural e acusam o governo de falta de transparência.
Ivanka Trump e Jared Kushner aparecem como os nomes associados ao empreendimento, que envolve uma lagoa importante para aves migratórias. A mobilização aponta riscos ambientais e pede mudanças na condução do projeto.
Detalhes do protesto e contexto
A organização do movimento, que ficou conhecido como Revolução dos Flamingos, afirmou que a reivindicação vai além da oposição ao empreendimento. O grupo exige a saída do primeiro-ministro Edi Rama por alegada falta de transparência.
Segundo relatos, a área é ambientalmente sensível e a obra poderia impactar a fauna local. Os manifestantes destacam a importância da lagoa para a migração de aves e o equilíbrio ecológico da região.
Repercussões e fatos recentes
Na quinta-feira anterior, confrontos entre polícia e manifestantes resultaram em dispersão com bombas de gás lacrimogêneo e jatos d’água perto do Parlamento. Parte dos presentes arremessou objetos contra as forças de segurança.
A polícia informou que cerca de 15 agentes ficaram feridos e 25 manifestantes foram detidos nesse episódio. O governo não comentou oficialmente o desdobramento, mantendo o tom de investigação sobre o caso.
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