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Rússia em crise: Putin não cede, aponta análise

Putin admite queda de reservas de gasolina, filas em postos e possível proibição de exportação de diesel, em meio aos ataques de drones da Ucrânia

O presidente da Rússia, Vladimir Putin • RUSSIAN POOL
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  • A campanha de drones da Ucrânia tem provocado danos a refinarias, terminais de petróleo e infraestrutura na Rússia, gerando escassez nacional de combustível e filas em postos, especialmente em Moscou.
  • Numa única noite, a Rússia disse ter interceptado 660 drones em doze regiões, parte de uma estratégia ucraniana de pressionar a economia de guerra russa.
  • O presidente Vladimir Putin reconheceu a queda das reservas de gasolina e admitiu que ainda há filas, mencionando a possibilidade de proibir totalmente as exportações de diesel.
  • Autoridades criam uma força-tarefa para tratar de assuntos relacionados a combustíveis e avisam que a agricultura está em risco por ataques a infraestrutura.
  • À margem, líderes ocidentais sinalizam mudança de postura em relação à Ucrânia, com reforço de apoio e avaliações de que a Rússia enfrenta desgaste, mantendo, no entanto, a perspectiva de resistência do Kremlin.

Nas ruas de Moscou, motoristas enfrentam longas filas por gasolina, em meio a uma grave escassez nacional. A situação ocorre após ataques ucranianos com drones atingirem infraestrutura russa, ampliando impactos na economia de guerra do país.

A campanha de drones da Ucrânia tem causado danos a refinarias, terminais de petróleo e fábricas de armamentos no território russo. Em uma única noite, 660 drones foram interceptados em 12 regiões, um dos maiores ataques desde 2022, segundo informações de agências internacionais.

Essa escalada energética intensifica dificuldades para motoristas e empresas, com a população sentindo o impacto direto do conflito. Em território anexado da Crimeia, a venda de combustível foi suspensa após estado de emergência.

O pronunciamento de Putin

O presidente Vladimir Putin presidiu uma reunião de emergência e reconheceu quedas preocupantes nas reservas de gasolina. Ele admitiu que há filas nos postos e citou a necessidade de ações para reduzir impactos no transporte.

Putin informou que uma proibição total das exportações de diesel está sendo considerada, apesar de declarações anteriores de que não seria necessária. Uma força-tarefa foi criada para tratar de questões ligadas a combustíveis e impactos na agricultura.

A retórica do Kremlin vem sendo ajustada diante da pressão interna e das sequências de ataques. O tom passou a enfatizar a proteção de alvos civis e infraestrutura, em meio a críticas sobre a eficácia de estratégias de combate com drones.

Mudança de postura do ocidente

Na cúpula do G7, Ursula von der Leyen afirmou que a maré está virando a favor da Ucrânia, destacando desgaste russo e a necessidade de ampliar o apoio ocidental. Relatórios internacionais indicam que drones têm dificultado o fornecimento de combustível e suprimentos à Rússia.

Observatórios descrevem que oDrone power da Ucrânia contribuiu para recuperação territorial, ao menos em parte, em fevereiro. O tom entre líderes norte-americanos e europeus sinaliza disposição de manter pressão sobre Moscou.

Entre as respostas públicas, o presidente dos EUA amenizou o tom, sugerindo que a Rússia possa buscar um acordo, enquanto Zelensky enfatiza que a Ucrânia pode forçar a Rússia a buscar paz com apoio adequado.

Perspectivas e cautela

Especialistas ressaltam que a imagem de Putin como líder inflexível complica concessões significativas. A guerra envolve múltiplas frentes, com Doamba, Donbas e áreas sob disputa ainda em negociação tensa.

Estimativas ocidentais apontam mais de um milhão de mortos e feridos desde o início da invasão. O cenário econômico russo permanece sob pressão, com desafios internos que complicam possíveis acordos.

Apesar da escassez de combustível, não se pode entender o momento atual como derrota total para o Kremlin. A Rússia ainda mantém capacidade de resistência e não há sinais claros de capitulação imediata.

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