- Forças Armadas de Taiwan retomaram as aulas patrióticas anticomunistas para militares formados em academias, anunciadas no domingo, 5 de julho de 2026, em resposta a supostas ameaças da China.
- A prática havia sido interrompida em 2002 e voltou com o objetivo de reforçar a compreensão da segurança nacional e da missão institucional, segundo o Ministério da Defesa.
- O comunicado indica que os graduados precisam entender por que e por quem lutam, além de desenvolver uma clara consciência de amigos e inimigos.
- Participarão das atividades representantes do Conselho de Assuntos Continentais, do Conselho de Segurança Nacional, do Ministério da Justiça e da Academia Sinica.
- O contexto envolve aumentos na presença militar na região da primeira cadeia de ilhas, com mais de 110 embarcações chinesas registradas recentemente e patrulhas da Guarda Costeira da China na costa leste de Taiwan.
O Ministério da Defesa de Taiwan anunciou a retomada das aulas patrióticas anticomunistas para militares formados em academias. A medida, divulgada neste domingo, 5 de julho de 2026, é apresentada como resposta ao aumento das ameaças militares atribuídas à China e às tentativas de infiltração no país.
Segundo o ministério, a prática havia sido suspensa em 2002 e substituída pela chamada educação patriótica. A retomada busca ampliar a compreensão dos militares sobre a segurança nacional, bem como a compreensão de quem são aliados e inimigos.
Graduados receberão instruções sobre a razão de seu engajamento e a quem devem defender. Participarão das palestras representantes do Conselho de Assuntos Continentais, do Conselho de Segurança Nacional, do Ministério da Justiça e da Academia Sinica.
Contexto regional
Dados divulgados no sábado, 4 de julho, mostraram mais de 110 embarcações da Marinha e Guarda Costeira chinesas ao longo da 1ª Cadeia de Ilhas, considerada recorde pelas autoridades locais. A linha estratégica abrange áreas entre o Japão, Taiwan, Filipinas e Bornéu.
O secretário-geral do Conselho de Segurança Nacional, Joseph Wu, descreveu a mobilização chinesa como um sinal de expansionismo. Taiwan reiterou que as águas da região não estão sob jurisdição de Pequim.
Reações e desdobramentos
A Guarda Costeira da China realizou nova patrulha no leste de Taiwan, sem comentário oficial do governo chinês. O governo taiwanês informou que continuará monitorando a atividade marítima na região e manterá sua defesa preparada.
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