- Dois terremotos na Venezuela, há uma semana, deixaram quase três mil mortos, milhares de feridos e cerca de quarenta mil desaparecidos, com equipes de resgate buscando sobreviventes.
- O governo interino, sob Delcy Rodríguez, é criticado pela resposta lenta e pela gestão da tentativa de retorno de María Corina Machado, que teve o espaço aéreo fechado no país; a Casa Branca não apoiou a iniciativa.
- Os Estados Unidos têm tomado medidas para aliviar sanções e oferecer assistência humanitária, mantendo planos para a Venezuela “em grande parte intactos”, segundo o encarregado de negócios em Caracas.
- A análise menciona captura de Maduro em de janeiro e cita pesquisas da The Economist: Donald Trump recebeu aprovação entre venezuelanos, com 67% exigindo eleições em um ano e 68% dizendo que votariam em Machado.
- A situação complexa entre o governo venezuelano e a oposição é destacada, com avaliação de que a crise humanitária agrava tensões políticas e a disputa pela democracia permanece em aberto.
O terremoto na Venezuela deixou milhares de mortos e um vasto traçado de destruição. Dois abalos, ocorridos há uma semana, provocaram o colapso de estruturas e desabamentos em várias regiões, segundo autoridades locais. O saldo divulgado aponta quase 3.000 mortos até o momento.
Equipes de resgate, nacionais e internacionais, trabalham em frentes de busca por sobreviventes entre escombros, enfrentando dificuldades por redes de comunicação danificadas e infraestrutura comprometida. Estima-se que 40.000 pessoas estejam desaparecidas ou não localizadas, com cerca de 11.000 feridas.
O governo interino, chefiado por Delcy Rodríguez, tem sido criticado pela resposta lenta e pela coordenação da ajuda humanitária. A crise ganhou contornos políticos ao impedir a entrada de María Corina Machado, líder com forte base de apoio, que tentava retornar ao país.
Repercussões e posição dos EUA
A Casa Branca não apoiou a volta de Machado e manteve o fechamento de várias frentes de atuação sobre a Venezuela. Acusa-se que a iniciativa da líder tenha sido interpretada como manobra política pelo governo americano.
John Barrett, encarregado de negócios dos EUA em Caracas, afirmou que planos para a Venezuela permanecem amplos e, em grande parte, intactos, mesmo diante da tragédia. Em atividades humanitárias, os EUA anunciaram medidas de alívio e flexibilização de algumas sanções.
No eixo histórico, a crise venezuelana remete a acontecimentos de janeiro, quando autoridades dos EUA capturaram Nicolás Maduro para julgamento em Nova York. Pesquisas da época mostraram apoio expressivo a Trump entre moradores da Venezuela, com cobrança de eleições em até um ano.
Os venezuelanos esperam respostas claras sobre democracia e eleições. A população, que viveu uma fase de mudanças após décadas, continua a enfrentar incertezas políticas enquanto o país se recupera da catástrofe.
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