- A AtlasIntel aponta desaprovação de 63,3% à gestão de Delcy Rodríguez, com queda acentuada desde maio.
- O prazo constitucional para Delcy permanecer no poder terminou em 3 de julho, sem sinal de eleições ou data definida.
- Entre os problemas citados, corrupção lidera (68,9%), seguido pelo enfraquecimento da democracia (35,3%) e pobreza (30,8%).
- Os venezuelanos seguem por dois caminhos: pressionar por novas eleições ou depender de ações dos Estados Unidos, que tutelam o regime.
- María Corina Machado continua como a figura mais popular, com 53% de imagem positiva; Delcy fica em 23%.
O terremoto que atingiu a Venezuela no fim de junho agravou a crise política já em curso e expôs falhas de governança. No fim de semana de 24 de junho, abalos sísmicos provocaram danos em La Guaira e cidades vizinhas, ampliando o sofrimento social e a pressão por respostas do regime.
A líder interina Delcy Rodríguez permaneceu no poder além do prazo constitucional de seis meses, que se esgotou na sexta-feira, 3 de julho. A gestora tem enfrentado críticas pela capacidade de resposta às necessidades da população afetada e pela condução política do governo.
Paralelamente, analistas e a população acompanham o futuro político do país, com a oposição e a relação com os EUA no centro das discussões. A imprensa aponta que a volatilidade da situação pode influenciar a busca por eleições e a atuação externa.
Resultados da pesquisa AtlasIntel
Entre 26 e 30 de junho, a AtlasIntel divulgou que 63,3% dos venezuelanos desaprovam a gestão de Delcy Rodríguez, alta de mais de 4 pontos percentuais em relação a maio. Também 53,3% avaliam a gestão como ruim, enquanto 31,3% a veem como regular.
A pesquisa aponta que Maria Corina Machado figura como a líder de maior aprovação entre 53% dos entrevistados, seguida por figuras internacionais como Donald Trump. Delcy Rodríguez ocupa 23% de aprovação, segundo o levantamento.
Analistas destacam que a insatisfação se volta principalmente à corrupção, mencionada por 68,9% dos respondentes, seguida pelo enfraquecimento da democracia e pela pobreza. O cenário indica pressão por mudanças políticas no país.
O debate público envolve dois caminhos para o futuro: intensificar protestos por eleições ou aguardar ações internacionais, principalmente dos EUA, que influenciam o cenário político venezuelano. O retorno de Maria Corina Machado a Caracas tem sido discutido, mas depende de cenários externos e de condições internas.
Quem apresenta maior aceitação entre a população é Maria Corina Machado, com apoio estável apesar de ressalvas. Entre opositores históricos, figuras como Juan Guaidó e Leopoldo López apresentam quedas de popularidade, enquanto Henrique Capriles tem apoio residual baixo.
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