- Nesta terça-feira, tribunal de apelação em Paris decide, às 13h30, se mantém a condenação de Marine Le Pen por peculato, o que pode impedir sua candidatura à presidência em 2027.
- A líder do RN foi condenada a voirário cinco anos de inabilitação para ocupar cargos públicos e a quatro anos de prisão, dos quais dois foram suspensos; parte da pena pode incluir um ano em regime com braçadeira eletrônica.
- O caso envolve o desvio de € 1,4 milhão de euros em fundos do Parlamento Europeu para pagamento de funcionários do partido entre 2004 e 2016, com Le Pen reconhecendo “um erro” mas negando a organização do esquema.
- Se a inabilitação for mantida, Le Pen pode não disputar as eleições; seu substituto, Jordan Bardella, já atua como candidato de transição e aparece com desempenho próximo ou à frente em pesquisas para o primeiro turno.
- Outros membros do RN também enfrentam processos, incluindo ex-diretores e tesoureiro, com desdobramentos que podem afetar a imagem e a estratégia do partido nas próximas eleições.
Marine Le Pen pode ficar fora da disputa presidencial caso perca no recurso, que será julgado hoje pela corte de apelação em Paris. O veredicto, marcado para as 13h30 locais, decidirá se a dirigente do RN mantém ou não o direito de concorrer.
A decisão envolve uma condenação por desvio de euros do Parlamento Europeu para pagar assessores do partido entre 2004 e 2016. Le Pen recebeu condenação de cinco anos de inelegibilidade e quatro anos de prisão, dois em regime de prisão suspensa e dois com monitoramento eletrônico.
O plenário de apelação ouviu Le Pen em janeiro e fevereiro, com a ex-direcionando a defesa para negar a organização do esquema. Ela admitiu, porém, ter cometido “um erro” que beneficiou alguns assessores do partido.
Quem está envolvido
Le Pen, 57 anos, é líder do RN e foi candidata presidencial em 2012, 2017 e 2022. Desde 2022, Jordan Bardella lidera o partido e atua como coordenador da campanha, chegando a ser apontado como possível mandatário caso Le Pen não possa concorrer.
Os promotores mantêm o foco na elegibilidade, pedindo que a proibição de cinco anos permaneça e que a pena de prisão se confirme com um ano em monitoramento eletrônico. Se o veredito for desfavorável, a candidatura de Le Pen fica comprometida.
Quando e onde aconteceu
O caso original tramita com base em fatos de 2004 a 2016, durante o mandato de Le Pen como deputada europeia. A apelação ocorreu nos meses de janeiro e fevereiro em Paris, com decisão esperada neste martes.
Desdobramentos prováveis
Caso confirme a decisão, Le Pen fica inelegível para as próximas eleições, definindo o cenário para Bardella disputar a presidência como titular, com a possibilidade de atuação como seu substituto caso haja nova mudança no status da líder.
Quem mais está no processo
Doze dos 25 membros originais do RN foram considerados culpados em março de 2025, com outros do grupo recorrendo. Entre eles estão Louis Aliot e Nicolas Bay, além de Bruno Gollnisch e Catherine Griset, com penas que incluem prisões com monitoramento.
Impacto político
A decisão pode moldar o tom da campanha de 2027, com o RN apresentando uma linha de unidade entre Le Pen e Bardella. Observadores avaliam que Bardella pode ter desempenho superior em cenários de primeiro turno, caso Le Pen seja impedida.
Fontes
As informações vêm de registros do processo de apelação e cobertura jornalística sobre a trajetória de Le Pen, Bardella e demais membros do RN, sem divulgar contatos ou links externos.
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