- A audiência pública sobre o tarifaço de 25% a produtos brasileiros começa hoje, 6 de julho, e segue até amanhã, 7 de julho, com participação de governo, setor produtivo e parlamentares.
- O pré-candidato Flávio Bolsonaro está entre os depoentes e deve discursar no segundo dia.
- A defesa brasileira enfatizará o Pix, argumentando que o sistema é neutro, amplia a concorrência e não concede vantagem a empresas nacionais.
- O Brasil encaminhou ao USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos) um documento afirmando que a tarifa é inadequada e que não há base para sanções unilaterais, além de contestar a ideia de vantagens do Pix.
- Economistas apontam possível impacto de até cerca de 8,4 bilhões de reais em exportações brasileiras aos EUA caso a tarifa seja aplicada.
A audiência pública sobre o tarifaço de 25% imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros começa hoje, 6 de julho, e vai até amanhã, 7 de julho. O evento ocorre com sessão às 11h (horário de Brasília) e reúne representantes do setor produtivo, integrantes do governo e parlamentares. O objetivo é ouvir argumentos sobre a medida, que pode impactar exportações brasileiras.
Entre os depoentes está Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato à Presidência, que participa na segunda-feira, 7 de julho. A defesa brasileira concentra-se no Pix, defendendo que o sistema é neutro regulatoramente e não beneficia empresas nacionais em detrimento de concorrentes estrangeiras. A delegação também critica o uso da Seção 301 da Lei de Comércio para sanções.
Participantes e agenda
Participantes da audiência vão desde representantes do setor produtivo até autoridades públicas. Andressa Silva (Abiarroz) abre as falas na primeira manhã, seguida por nomes como Marcelo Schunn Junqueira (Sociedade Rural Brasileira) e Stefano Mozzi (Bauducco Foods Inc.). Na terça-feira, além de Flávio Bolsonaro, integram a comitiva o embaixador Roberto Azevêdo e representantes da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Defesa brasileira e Pix
Em documentos apresentados ao USTR, o Brasil sustenta que o Pix ampliou o mercado, sem privilegiar instituições brasileiras. O marco regulatório é visto como neutro e aberto a provedores privados, incluindo empresas dos EUA. Também contesta a acusação de vantagem regulatória conduzida pelo Banco Central, afirmando que o sistema visa incentivar concorrência e inclusão financeira.
Ponto de vista dos Estados Unidos
Os EUA afirmam que o Pix favorece instituições que participam do sistema, exigindo que bancos ofereçam o serviço gratuitamente e com destaque nas telas de apps. O governo americano também critica a atuação contra pirataria e aponta falhas na fiscalização de produtos falsificados, citando a Rua 25 de Março, em São Paulo.
Panorama econômico
Economistas apontam que o tarifaço pode impactar exportações brasileiras em cerca de 8,4 bilhões de reais, afetando aproximadamente 21% dos embarques ao mercado americano. O MDIC informa que, mesmo com a defesa, a perspectiva de acordo é remota no momento.
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