- A China realizou nesta segunda-feira, 6, o teste de um míssil balístico lançado por submarino no Oceano Pacífico, com ogiva falsa, dentro das águas designadas.
- A Marinha informou que o lançamento faz parte do cronograma anual de treinamento militar e que as partes envolvidas foram avisadas com antecedência, sem mirar nenhum país específico.
- Não foi informado o tipo de míssil testado; a China opera os modelos JL‑2 e JL‑3, e o submarino lançador mais usado é da classe Jin (Tipo 094).
- A Nova Zelândia criticou o teste, dizendo que ele representa um desdobramento indesejável e preocupante, especialmente em relação ao Pacífico Sul e ao Tratado de Rarotonga.
- Observa-se que testes de mísseis lançados de submarino são comuns entre potências nucleares, com exemplos recentes dos Estados Unidos, Índia e Rússia; a China tem expandido sua frota de submarinos de propulsão nuclear.
Oito de agosto de 2026? Não, o texto deve refletir o conteúdo enviado. Vou direto à reportagem:
A China realizou nesta segunda-feira, 6, um teste de míssil balístico lançado de submarino no Pacífico. O lançamento teve como alvo águas do alto mar e foi descrito pela Marinha do Exército de Libertação Popular como parte do cronograma anual de treinamento, sem visar país específico.
Segundo o porta-voz da Marinha, capitão Wang Xuemeng, o míssil carregava uma ogiva falsa e pousou dentro das águas designadas. A operação, afirmou ele, seguiu o direito internacional e contou com aviso prévio às nações envolvidas.
A notícia provocou críticas da Nova Zelândia e da Austrália, que consideraram o teste nocivo à paz e à estabilidade da região. Wellington informou planos de monitorar desdobramentos e manter a cooperação regional.
A China não informou o tipo de míssil utilizado. Analistas citados destacam que a Marinha do ELP opera mísseis JL-2 e JL-3, com o JL-3 capable de atingir o território continental dos EUA a partir de águas costeiras.
O principal lançador de mísseis balísticos da China é o submarine Tipo 094, conhecido como classe Jin, com seis unidades em operação. Testes anteriores de mísseis de submarino são usados para avaliar capacidades de dissuasão.
O CSIS aponta que o JL-3 teve primeiros lançamentos em 2018, com mais um teste em 2019, em registros de defesa, embora Pequim mantenha sigilo sobre operações recentes. O país vem expandindo sua frota de submarinos nucleares.
Repercussões regionais
O chanceler da Nova Zelândia, Winston Peters, afirmou que o teste foi realizado em águas da Zona Livre de Armas Nucleares do Pacífico Sul, criada pelo Tratado de Rarotonga. Peters reforçou a preocupação com a normalização de tais testes.
Além da Nova Zelândia, autoridades australianas estão atentas a ações chinesas no Pacífico, destacando a necessidade de estabilidade na região para evitar escaladas.
Contexto internacional: testes de mísseis de submarino são realizados por potências nucleares; recentes exemplos incluem lançamentos dos EUA na costa da Flórida, a Índia e a Rússia. Analistas destacam a importância de acompanhar as regras de teste e acordos regionais.
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