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Menino de nove anos morto por soldados israelenses não é apenas mais um número

Mãe de Mohammad, morto aos nove anos por tropas israelenses, integra a lista de cinquenta e quatro famílias na Cisjordânia cujos filhos foram mortos em 2025

Aliyah al-Halaq beside an image of her late son Mohammad, nine, killed by the IDF last October.
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  • Mohammad, de nove anos, foi morto por soldados israelenses em outubro de 2025, enquanto brincava no playground perto da escola, após ser baleado no quadril; testemunhas dizem que houve disparos após ataques de gás lacrimogêneo.
  • A mãe, Aliyah Abdel Majid al-Halaq, 33 anos, descreve a pobreza e o esforço para sustentar a família; Mohammad voltou para casa feliz com a mochila nova que ganhou da UNICEF no mesmo dia.
  • Testemunhas relatam que, mesmo ferido, Mohammad recebeu tiros adicionais que dificultaram a aproximação de quem tentava socorrê-lo.
  • Desde 2023, o mundo não impede que Israel mate crianças palestinas: mais de 21,5 mil jovens em Gaza e 248 menores na Cisjordânia, no mesmo período; não houve indiciamento de nenhum soldado envolvido na morte de Mohammad; 54 famílias na Cisjordânia perderam filhos em 2025.
  • A mãe afirma que há um sistema que protege os responsáveis e que o sofrimento não pode transformar Mohammad em “apenas mais um número”; ela lembra que ele era uma criança do quarto ano, que amava futebol e sonhava ser médico.

Aliyah Abdel Majid al-Halaq, mãe de Mohammad, relata o episódio que tirou a vida do filho de nove anos, em outubro de 2025, na Cisjordânia ocupada. O garoto foi atingido por disparo de soldados israelenses quando voltava de uma partida de futebol, após confrontos na região. A família de ar-Rihiya, perto de Hebron, integra um grupo de 54 famílias cuja criança foi morta no território no ano de 2025, segundo a organização B’Tselem.

Mohammad estudava na escola local e havia acabado de ganhar uma mochila nova, presente da UNICEF, momento que tornou-se inesquecível para a família. Segundo testemunhas, soldados lançaram gás lacrimogêneo perto do pátio da escola; Mohammad foi alvejado a cerca de 100 metros do local, próximo ao campo de futebol, quando tentou fugir do tiroteio.

A mãe descreve que, após o ataque, houve demora no socorro e, ainda ferido, Mohammad recebeu tratamento médico apenas quando já estava em estado grave. Ela conta que, ao ser informada sobre o ocorrido, recebeu uma mensagem pela família e viu o filho em uma gravação, com hemorragia intensa e a roupa escolar manchada de sangue.

O relato também aponta que, mesmo com Mohammad ferido, houve disparos adicionais que dificultaram o resgate. Para Aliyah, o ato não teve justificativa aparente, e a narrativa aponta para uma枪 sistema que protege os responsáveis, dificultando responsabilizações. Ela afirma que o mundo tem se mantido em silêncio diante dessas ocorrências.

A família de Mohammad se soma a outras no território ocupado. Dados de organizações de direitos humanos indicam que, desde outubro de 2023, mais de 21 mil crianças e adolescentes palestinos foram mortos em Gaza, e 248 menores na Cisjordânia, no mesmo período. A reflexão da mãe é sobre a necessidade de responsabilidade e proteção a crianças palestinas, independentemente do território.

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