- O cortejo fúnebre de Ali Khamenei começou na manhã desta segunda-feira em Teerã, com milhares de pessoas acompanhando o caixão pelas ruas da capital.
- O percurso pela cidade passará pela rua Enghelab e pela praça Azadi, em cerimônia que pode durar entre dez e doze horas.
- Mojtaba Khamenei não compareceu; ele ficou ferido nos ataques, e a gravidade das feridas não foi divulgada.
- A imprensa estatal registrou grande presença popular, com homenagens e mensagens de apoio ao regime; houve também cobranças de vingança contra os Estados Unidos.
- As cerimônias seguem com atos em Qom, na terça-feira, e em Mashhad, na quinta-feira, encerrando o ciclo fúnebre.
Milhares de iranianos participaram nesta segunda-feira do cortejo fúnebre de Ali Khamenei, líder supremo morto no início do conflito no Oriente Médio. A cerimônia começou pela manhã em Teerã, após dois dias na Grande Mosalla, com o caixão sendo levado em procissão pela cidade. O objetivo é conduzir o corpo até locais de homenagens ao longo do dia, em uma passagem que pode durar entre dez e doze horas.
A presença maciça ocorreu em meio a cenas de luto e de manifestações públicas. Milhares vestiam preto, alguns carregavam bandeiras nacionais ou retratos de Khamenei. Entre faixas e mensagens, houve chamadas por paciência popular na praça Azadi e referências a episódios de conflito internacional.
Desdobramentos e agenda
A procissão deve seguir pela rua Enghelab e pela praça Azadi, com desdobramentos previstos para Qom na terça e para Mashhad na quinta, encerrando os ritos fúnebres na cidade natal do líder. Além do sepultamento, as cerimônias reforçam a leitura de resistência nacional após a guerra contra Israel e os EUA.
O Congresso iraniano destacou o luto, e autoridades enfatizaram a coesão do país diante do momento. Três filhos de Khamenei participaram dos atos no domingo; Mojtaba Khamenei ficou afastado por ter recebido ferimentos nos ataques, sem divulgar gravidade.
Participação e clima político
O novo comandante da Guarda Revolucionária, Ahmad Vahidi, apareceu em público pela primeira vez desde a morte do antecessor. O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, também compareceu aos eventos, enquanto outros líderes não estiveram presentes. A retórica no funeral apontou para uma postura de firmeza do governo.
Durante as celebrações, houve discursos que ressaltaram a ideia de punição aos responsáveis por supostos ataques, em tom alinhado com a narrativa de defesa nacional. A cerimônia acontece num momento de tensão regional, com a guerra suspensa por um acordo provisório entre Irã e EUA.
As autoridades enfatizam que o evento serve para demonstrar estabilidade e resiliência do governo, ao mesmo tempo em que sinalizam vigilância diante de ameaças externas. A cobertura dos atos segue com relatos sobre a participação popular e as declarações oficiais.
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