<ul>
<li>Dois navios-tanque teriam sido atingidos no Estreito de Ormuz, incluindo o navio-tanque de gás natural liquefeito Al Rekayyat, do Catar, que ficou com incêndio na sala de máquinas.</li>
<li>A tripulação do Al Rekayyat relatou que o navio ficou incapacitado, sem motores nem direção, e pediu ajuda; não houve confirmação de danos a outros alvos.</li>
<li>Fontes de segurança marítima disseram que um navio-tanque de petróleo bruto saudita também foi danificado; ainda não houve reivindicação de responsabilidade.</li>
<li>O Irã afirmou que não haverá negociações de paz enquanto Donald Trump mantiver repetidas ameaças de retomar a guerra.</li>
<li>No Irã, milhões participaram de um funeral de uma semana pelo aiatolá Ali Khamenei, com promessas de vingança e homenagens, enquanto o corpo é preparado para ser levado a cidades xiitas e depois sepultado.</li>
</ul>
Dois navios-tanque sofreram ataques nesta terça-feira (7) perto do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio mundial de petróleo e gás. Os incidentes atingiram uma embarcação de gás natural liquefeito do Catar e um petroleiro saudita.
O ataque provocou um incêndio na sala de máquinas do Al Rekayyat, navio catarense que transporta gás natural liquefeito. A embarcação perdeu a propulsão e a capacidade de direção, enquanto a tripulação pediu ajuda a outros navios da região.
Fontes de segurança marítima também relataram danos em um petroleiro de bandeira saudita. As autoridades ainda não esclareceram as circunstâncias do segundo incidente.
Autoridades norte-americanas atribuíram os ataques ao Irã, segundo informações divulgadas pela Reuters e pelo Axios. O Catar também responsabilizou Teerã pelo ataque ao Al Rekayyat. O governo iraniano não assumiu a autoria das ações.
Ataques aumentam tensão no Estreito de Ormuz
Os incidentes ocorrem em meio ao impasse nas negociações entre Irã e Estados Unidos. Autoridades iranianas afirmam que não retomarão as conversas de paz enquanto o presidente Donald Trump mantiver as ameaças de reiniciar os ataques militares contra o país.
Antes do atual conflito, cerca de um quinto do petróleo e do gás natural liquefeito comercializados globalmente passava pelo Estreito de Ormuz. Os novos ataques voltaram a aumentar a preocupação com a segurança da navegação e o fluxo de energia na região.
A escalada também ocorre durante o período de luto pela morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei. Centenas de milhares de pessoas participaram de cortejos em Qom e Teerã, onde manifestantes pediram vingança pela morte do líder iraniano.
Autoridades iranianas planejam levar o corpo de Khamenei a cidades sagradas xiitas no Iraque antes do sepultamento final no Irã.
Entre na conversa da comunidade