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EUA sinalizam acordo com Irã após rodada de bombardeios

Mediadores apresentaram proposta para conter ataques após Washington voltar a bombardear o Irã

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(Crédito: Reprodução/Magnifik)

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<li>EUA e Irã sinalizaram disponibilidade para retomar negociações após dias de ataques no Oriente Médio, com possível cessar-fogo de dez dias para tentar retomar o acordo provisório.</li>
<li>Mediadores paquistaneses teriam apresentado à Teerã uma proposta para conter a escalada; o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirma ter recebido propostas, mas não divulgou detalhes.</li>
<li>Houthis, alinhados ao Irã, declararam embargo marítimo contra a Arábia Saudita, aumentando a tensão e a preocupação com o abastecimento global; o Irã pressionou pela passagem de Bab el-Mandeb.</li>
<li>A Guarda Revolucionária do Irã disse ter atingido alvos militares norte-americanos em toda a região, enquanto os ataques continuam; dois navios-tanque teriam explodido e ficado à deriva no estreito.</li>
<li>O governo dos Estados Unidos sinalizou disposição cautelosa para negociações; o chefe da diplomacia dos EUA, Marco Rubio, afirmou que a porta pode se abrir se o Irã mudar seu comportamento.</li>
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Nesta segunda-feira (20), os Estados Unidos (EUA) sinalizaram ao Irã alguma disposição para retomar as negociações após o governo de Donald Trump romper as tratativas com o país persa. Na última semana, ataques contínuos dos norte-americanos derrubaram a trégua que acompanhou o andamento do funeral do aitatolá Ali Khamenei entre os dias 6 e 9 de julho.

Segundo informações da Reuters, mediadores sediados no Paquistão apresentaram ao regime dos aitolás uma proposta para reduzir a escalada entre os dois países. O plano prevê um cessar-fogo temporário para reativar o acordo provisório entre Washington e Teerã. Enquanto isso, a AFP indica que o ministro do Interior do Irã, Eskandar Momeni, viaja nesta segunda a Islamabad, no Paquistão.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, confirmou que o país recebeu propostas de mediadores, mas não detalhou o conteúdo das conversas. Já o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país enfrenta uma guerra em larga escala com os Estados Unidos.

Nos Estados Unidos, o governo adotou tom cauteloso sobre uma eventual retomada das negociações. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que a porta para o diálogo pode se abrir, desde que o Irã mude seu comportamento.

Saiba mais: Houthis do Iêmen anunciam bloqueio naval contra a Arábia Saudita

Tensão no Golfo cresce por ataque dos EUA

A tentativa de retomada diplomática ocorre após nova rodada de bombardeios dos Estados Unidos contra o Irã. O Comando Central dos EUA informou que realizou ataques contra alvos iranianos depois da morte de militares americanos na região.

Dois militares dos EUA morreram na Jordânia após um ataque iraniano, segundo o comando militar americano. Um terceiro militar morreu no norte do Iraque durante a detonação controlada de um artefato explosivo de um drone iraniano abatido.

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou que atingiu alvos militares norte-americanos na região em resposta aos ataques dos EUA contra cidades iranianas. Washington, por sua vez, diz que as ações buscam responder às agressões iranianas e reduzir a capacidade militar de Teerã.

A crise também pressiona rotas estratégicas de energia. Os houthis, aliados do Irã no Iêmen, anunciaram um embargo naval contra a Arábia Saudita, o que aumentou a preocupação com o fluxo de petróleo e gás pela região.

 

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