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Daniel Ortega decreta o fim de eleições na Nicarágua

Há 20 anos no poder, Ortega prometeu bloquear golpistas e opositores ao romper com a democracia no país

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O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, durante o evento em comemoração ao 47º aniversário da Revolução Nicaraguense em Manágua neste domingo (Crédito: Cesar Perez/AFP)

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<li>O presidente Daniel Ortega descartou totalmente a realização de novas eleições na Nicarágua, para impedir o retorno da oposição.</li>
<li>Ele afirmou que opositores estão “à espreita” e que a maioria está no exílio, e informou que a Assembleia Nacional trabalhará em leis para bloquear golpistas.</li>
<li>As reformas constitucionais de início de 2025 ampliaram o mandato presidencial para seis anos, o que, em teoria, adia as eleições gerais para 2027.</li>
<li>O Departamento de Estado dos Estados Unidos criticou o cargo de copresidente criado para Rosario Murillo e disse que ele foi criado sem mandato nem legitimidade.</li>
<li>Ortega também criticou Washington por intervenções na Venezuela e Cuba, citando a operação militar dos EUA em Caracas e denunciando supostas manobras contra a região.</li>
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O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, descartou neste domingo (19) a realização de eleições no país. A declaração sinaliza um rompimento definitivo com a democracia ao impedir o retorno da oposição. Ao longo dos anos, os partidos contrários à Ortega denunciavam fraudes e falta de liberdades civis. O ato ocorreu em Manágua, durante celebração do 47º aniversário da Revolução Sandinista.

Ortega afirmou que a oposição está à espreita e que grande parte dos opositores está no exílio. Ele disse que os adversários querem eleger-se para lucrar com o sistema educacional, mas garantiu que não haverá eleições para que não haja a tomada de poder pela oposição.

O governante, que lidera o país desde 2007, prometeu que a Assembleia Nacional, controlada pelo governo, aprovará leis para erguer barreiras contra os chamados golpistas e traidores da pátria. Em sua fala, ele minimizou o potencial de ajuda financeira estrangeira para a oposição.

A reforma constitucional de 2025 ampliou o mandato presidencial para seis anos, o que sugere eleições apenas em novembro de 2027. A ONU, a OEA e a oposição criticam as mudanças. Em janeiro, o Departamento de Estado dos EUA afirmou que o cargo de copresidente foi criado sem mandato.

Ortega também criticou a atuação dos Estados Unidos em relação à Venezuela, citando a captura do presidente Nicolás Maduro em Caracas. O líder sandinista descreveu as ações norte-americanas como uma agressão e afirmou que potências deveriam respeitar a soberania de Cuba e de outros países.

A Nicarágua manteve relações próximas com Venezuela e Cuba, mas ficou mais isolada após a intervenção na Venezuela e as pressões sobre Cuba. O governo norte-americano vem impondo sanções a indivíduos ligados ao casal presidencial.

As mudanças políticas e as reiteradas negativas a novas eleições acentuam o clima de tensão entre o governo e a oposição. Entre aliados e críticos, a tensão interna e o posicionamento internacional ganham novos contornos após as afirmações de Ortega.

*Com informações da AFP

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