- A bancada evangélica prepara um manifesto de independência do governo de Jair Bolsonaro, a ser divulgado após a eleição do novo líder da frente.
- O grupo reclama de falta de diálogo e de espaço na Esplanada dos Ministérios; a última reunião com Bolsonaro foi em dezoito de dezembro, e desde então houve encontros apenas individuais.
- A exoneração de Pablo Tatim, ex-subchefe de Ações Governamentais ligado à frente, ocorreu no Diário Oficial da União.
- O deputado Marco Feliciano afirmou que pode usar a posição de vice-líder na Câmara para aproximar a bancada do governo, sugerindo que o manifesto talvez não seja necessário.
- Nesta sexta-feira houve reunião em Brasília com cerca de trinta parlamentares da frente, para alinhar posições; candidaturas à presidência da frente devem ser apresentadas até amanhã às dezessete horas.
A bancada evangélica prepara um manifesto de independência em relação ao governo de Jair Bolsonaro. O documento deve ser divulgado após a eleição do novo líder da frente, ainda a ser definida nas próximas semanas. O grupo reclama de falta de diálogo com o governo e de espaço na Esplanada dos Ministérios.
Parlamentares do grupo foram desde o início aliados de Bolsonaro e apoiaram sua candidatura. O manifesto surge após reenquadramentos recentes na relação com o Executivo, que inclui a exoneração de um indicado da frente, divulgada no Diário Oficial.
A última reunião da bancada com o presidente ocorreu em 18 de dezembro, durante a transição. Desde então, Bolsonaro recebeu apenas alguns membros individualmente, o que desgasta parte do grupo. A bancada já havia apoiado o candidato do PSL no passado.
A baixa mais recente para a frente ocorreu com a exoneração de Pablo Tatim, ex-subchefe de Ações Governamentais, indicado pela bancada. Tatim coordenava o gabinete de transição e trabalhava junto ao ministro Onyx Lorenzoni.
As rusgas começaram na transição, quando o presidente não atendeu a indicações evangélicas para ministérios, incluindo Educação. Desde então, o alinhamento da bancada tem sido limitado a pautas de costumes, sem cobertura ampla do governo.
Deputados da frente dizem enfrentar dificuldade para obter agenda com ministros e respostas a demandas. Sóstenes Cavalcanti, cotado para liderança, relata dificuldade de agenda com o ministro da Educação, Ricardo Vélez. Mesmo assim, Cavalcanti defende o ministro em alguns plenários.
Na semana passada, o deputado Marco Feliciano criticou a comunicação com o governo nas redes sociais, sugerindo necessidade de maior diálogo entre as bancadas. Em resposta, Feliciano foi designado vice-líder do governo, o que pode facilitar uma reaproximação entre a frente e o Executivo.
Uma reunião matutina, em Brasília, reuniu cerca de 30 dos 108 integrantes da bancada para alinhar posições. Além do pacto pela independência, ficou definido que as candidaturas à presidência da frente devem ser apresentadas até amanhã, às 17h.
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