- Trump afirmou em entrevista escrita que não se identifica mais como presbiteriano e sim como cristão não-denominacional.
- A Presbyterian Church (USA) registra perda de mais de 180 mil membros nos últimos quatro anos.
- O caso marca o primeiro presidente desde Dwight Eisenhower a mudar de fé durante o mandato.
- O deslocamento faz parte de uma tendência de “switching” religioso nos EUA, com fiéis migrando para igrejas não-denominacionais e evangélicas.
- Durante o governo, Trump passou a frequentar diversas igrejas, principalmente evangélicas e pentecostais, contando com apoio de conselheiros espirituais como Paula White-Cain.
Donald Trump deixou de se identificar como presbiteriano e passou a se declarar cristão não denominacional. A mudança foi anunciada na semana passada, em entrevista escrita mediada pela conselheira espiritual Paula White-Cain, e não envolve retorno a uma denominação específica.
Segundo o presidente, ele e Melania visitaram diversas igrejas e acompanharam serviços virtuais durante a pandemia de COVID-19. Trump afirma que agora se vê como non-denominational Christian e cita a experiência religiosa durante o período de isolamento.
A mudança ocorre após anos de exposição pública a lideranças evangélicas e a uma trajetória religiosa diversificada. Antes da Casa Branca, Trump frequentou igrejas diferentes, incluindo a de Norman Vincent Peale e celebrações episcopais, com visitas a domingos de festas.
Na prática, Trump passou a se afastar do vínculo com a Igreja Presbiteriana (USA), instituição que perdeu cerca de 1,8 milhão de membros nos últimos quatro anos. A filiação presbiteriana de Trump já havia sido tema de debate público ao longo de seus mandatos.
Contexto histórico e tendência nacional
A troca de identidade religiosa, conhecida como switching, é comum nos EUA, onde há ampla variedade de opções religiosas. Pesquisas indicam que parte significativa da população muda de denominação ou deixa de se identificar formalmente com uma religião.
Comparação com Eisenhower
A mudança de Trump é lembrada como rara entre presidentes. O último caso semelhante ocorreu com Dwight Eisenhower, que se converteu ao presbiterianismo no início de seu mandato, embora tenha mantido uma relação pública com a fé por meio de referências gerais à religião.
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