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Comunidades amazônicas do Peru tentam manter o Bloco 64 sob controle

Achuar e Wampis rechaçam exploração de petróleo em Block 64, mantendo território intocado e exigindo titularidade plena de suas terras

When feeling threatened, the Indigenous Achuar people of Peru perform a ritual war dance. Back in February, this dance came to light. Men and women gathered in the community of Yankuntich, located in the northern Loreto region, to march and hold hands while women sang about the strength of their ancestors. The dance was meant to send the clear message that they opposed Petroperú, the Peruvian state oil company, and its plans to exploit Block 64.
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  • Comunidades Achuar e Wampis no Peru permanecem contrário à exploração de petróleo em Block 64, território que se sobrepõe a várias aldeias.
  • Segundo levantamento, dezenove comunidades têm sobreposição com Block 64, sendo que nove têm sobreposição de cem por cento das áreas de suas terras.
  • Empresas já tentaram explorar o bloco desde 1995, incluindo Talisman e Geopark; a Geopark desistiu após seis anos, e a operação voltou a ser considerada pela Petroperú em 2021.
  • As lideranças indígenas veem com desconfiança as consultas prévias e destacam riscos, como vazamentos e impactos ambientais, incluindo a passagem de oleoduto pela região.
  • Em resposta, as comunidades reforçam a proteção de seu território, realizaram protestos, acompanharam reuniões com autoridades e buscam reconhecimento integral de suas terras para barrar projetos extractivos.

O povo Achuar do Peru intensifica a oposição ao Bloque 64, alvo de exploração de petróleo. Em Yankuntich, na região de Loreto, indígenas realizaram uma dança de guerra para protestar contra os planos da Petroperú. A ação ocorreu após mensagens de tensão com o governo e empresas.

Os Achuar, junto com os Wampis, já resistem há décadas a tentativas de exploração no Bloque 64. Grupos afirmam que a área abrange territórios de várias comunidades, o que complica licenças ambientais e sociais para novos projetos.

Os líderes destacam que não aceitam atividades de extração em seus territórios. O movimento recebeu apoio de organizações como FENAP e SPDA, que questionam a legitimidade de intervenções sem o consentimento consensual das comunidades.

A oposição acontece em meio a históricos embates. O Bloque 64 foi concedido pela primeira vez em 1995, com a ARCO, e desde então várias empresas tentaram explorar a área, sem sucesso duradouro.

Geopark, terceira companhia envolvida, tentou manter operações até 2020, quando se afastou do projeto. Em 2021, a Petroperú anunciou que o Bloco 64 retornaria à exploração, reacendendo as preocupações locais.

Indígenas argumentam que o subsolo pertence ao Estado, com direito de uso, mas o consentimento e a proteção de suas terras devem acompanhar qualquer empreendimento. Relatos apontam histórico de violações ambientais na região amazônica.

Mongabay aponta que 22 comunidades possuem sobreposição de terras com o Bloque 64, com impactos variados. Entre as mais afectadas, estão Achuar, Wampis e Candoshi, em diferentes graus.

Críticas associam a processos de consulta prévia a ferramenta de legitimação de projetos, e não a um mecanismo decisório. Organizações de direitos humanos defendem participação real das comunidades nas decisões.

Na prática, o temor envolve não apenas a instalação de oleodutos, mas o transporte de petróleo, incluindo propostas de navios que cruzariam o Morona. Organismos ambientais destacam lacunas de segurança e gestão de riscos.

Em 2020, líderes Wampis e Achuar lançaram a campanha Atsá Geoparkka, buscando apoio internacional, incluindo ações públicas com celebridades e protestos fora de bases da Geopark. A pressão ajudou a intensificar o escrutínio do projeto.

O posicionamento atual permanece firme: os povos indígenas reiteram a rejeição à exploração de óleo em seus territórios. A defesa envolve titulação de terras, reconhecimento de territórios integrados e alternativas de desenvolvimento sustentável.

Indígenas destacam que, para além de rejeitar o Bloque 64, é necessária uma redefinição de políticas públicas que respeite a autonomia territorial. A expectativa é de maior reconhecimento internacional e monitoramento de ações do Estado.

A comunidade de Yankuntich, em especial, reforça que a proteção de suas florestas e rios é essencial para a sobrevivência cultural e econômica. O tema segue em pauta com reuniões e visitas de representantes oficiais.

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